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nosso beijo foi contrário ao beijo apaixonado que trocamos na boate de Copacabana.
Diferente do beijo apaixonado, naquele momento o nosso beijo estava selvagem. Selvagem até demais.
Diferente do beijo apaixonado, naquele momento o nosso beijo estava selvagem. Selvagem até demais.
Em poucos minutos o Bruno me deixou completamente sem ar e eu já estava começando a ficar suado.
Acho que naquele momento eu não tinha mais o que esconder. Algo dentro da minha cabeça estava gritando para eu sair daquela cama, para eu sair de perto do Bruno, mas ao mesmo tempo algo gritava mais forte dentro do meu peito para eu ficar e não largar do meu ex-namorado.
E eu não consegui dizer não para essa voz do meu coração. Eu não ia mais dar ouvidos as minhas brigas internas e ia fazer o que tinha que ser feito. E o que tinha que ser feito era ficar com ele.
Claro que eu sabia que tinha namorado. O Murilo não merecia ser traído, mas naquele momento nada me importou.
Não era questão que eu estivesse esperando aquilo acontecer; entretanto, o meu corpo queria ficar com o Bruno e a minha mente já não tinha mais controle sobre as minhas vontades.
O garoto parou de me beijar e arrancou a própria camiseta, voltando ao nosso beijo logo em seguida. Meu coração estava disparado a ponto de deixar a minha cabeça dolorida.
Senti uma explosão de sentimentos dentro do meu corpo. Eu estava emocionado, estava sentindo uma saudade incrível do Bruno e ao mesmo tempo estava sentindo uma paixão indescritível por aquele garoto.
Era como se nada tivesse acontecido; era como se nós tivéssemos parado no tempo e como se aquele dia fosse o dia 24 de agosto de 2.006.
Meu pênis estava mais duro do que uma pedra e o mesmo acontecia com ele. Fazia muito, muito tempo que eu não sentia um tesão como aquele que estava sentindo naquele momento. Nem mesmo quando rolou a brincadeira com o Rodrigo eu fiquei daquele jeito.
Era incrível a nossa química. Nossos movimentos pareciam milimetricamente coreografados. A gente estava fazendo as coisas em sintonia e com muita cumplicidade.
Giramos na cama e foi a hora dele tirar a minha camiseta e isso foi feito com uma certa agressividade. Os nossos olhos se cruzaram e ficaram parados por um segundo. Eu nunca tinha visto os olhos do Bruno brilharem tanto como naquele momento.
Voltamos a nos beijar, porém com menos possessividade e com mais paixão. Este foi um beijo lento, calmo e tranquilo até demais. Foi um beijo delicioso e definitivamente perfeito.
Bruno me deu vários selinhos e ficou acariciando a minha nuca e arranhando as minhas costas. Nós estávamos sem fôlego, suados e extremamente excitados.
- Bruno... – a minha razão estava voltando a falar mais alto.
O rapaz não me deixou falar nada e voltou a me puxar para outro beijo. Minha consciência estava começando a pesar por causa do Murilo...
Mas quem disse que eu consegui parar? Foi inevitável dar continuidade ao que nós já tínhamos começado e não tardou nada para ambos ficarmos apenas de cueca.
A excitação era evidente em ambos os corpos. Não sei qual de nós dois estava mais atiçado e não sei qual de nós dois estava mais alucinado.
Ele voltou a ficar em cima de mim e nesse momento começou a fazer outras coisas além de me beijar. Bruno arranhou o meu tórax e em seguida disse:
- Você está gostoso demais...
- Bruno... É melhor a gente parar...
- Não fala nada, meu amor – ele encostou a testa na minha e me encarou. – Não fala nada...
“Meu amor”... Se fosse em outra época eu daria tudo para ouvir esse “meu amor”, mas naquele momento isso me deixou intrigado e descrente quase no sentido literal da palavra.
Bruno foi rápido demais. Ele beijou todo o meu corpo e arrancou a minha cueca em fração de segudos. Ele fez isso tão rápido que o tecido acabou rasgando em uma das laterais. E rasgou de uma ponta a outra. A cueca estava inutilizada.
Como fazia tempo que aquilo não acontecia, meu Deus... Mais de 2 anos, mais de 2 anos sem a gente se amar... Como eu consegui ficar tanto tempo sem o Bruno?
Ele colocou tudo na boca de uma vez só e para a minha total surpresa, o rosto do menino ficou molhado logo de cara.
Vendo isso acontecer eu também não segurei o choro, mas foi um choro muito, muito silencioso.
Fechei os meus olhos e lembrei dos momentos bons que nós tivemos... Lembrei de como eu era feliz ao lado dele e de como eu queria ser feliz novamente...
Sentir a boca do Bruno me deixou pra lá de alucinado, me deixou enlouquecido e extremamente arrepiado. Ele sabia fazer sexo oral melhor do que o Murilo e melhor do que qualquer outro cara com quem eu já tinha ficado nessa vida.
A boca do meu ex encaixava perfeitamente em mim e ele não media esforços para me proporcionar prazer. Foi algo incrível, algo realmente indescritível. Eu não tenho palavras suficientes para descrever o que senti naquele momento único da minha vida.
Iniciar os meus gemidos foi questão de segundos e parece que isso fez com que o Bruno ficasse ainda mais louco do que ele já estava.
O garoto tirou o meu pau da boca e começou a lamber tudo o que viu pela frente. Ainda bem que eu estava cuidado, não estava com muitos pelos e isso fez com que eu ficasse tranquilo com relação ao meu cheiro.
- Ui – arregalei meus olhos e senti algo muito bom quando ele colocou todo o meu saco dentro da boca.
Não me lembrava de alguém ter feito isso antes e só naquele momento senti uma nova forma de sentir prazer.
Coloquei a mão na cabeça do Bruno, arranquei o boné dele fora e prendi a minha mão no meio daqueles cabelos sedosos que ele tinha.
Com isso eu o fiz voltar a me chupar e ele quase não parou mais. Só parou quando eu senti que ia gozar.
- Eu te amo, Caio – ele falou e me beijou.
Não respondi nada. Eu também o amava, mas ele não podia saber dos meus sentimentos. Não enquanto eu não tivesse certeza que ele estava falando a verdade.
Deixei o nosso beijo acontecer, mas a minha vontade era de parar tudo e ir embora. Eu não podia fazer aquilo, não podia!
A verdade é que eu estava confuso. Eu queria ficar com ele, mas ao mesmo tempo eu queria ir embora. O que mais me preocupava era o Murilo. Eu estava traindo o meu namorado...
Mas já estava feito. Parando ou não parando o que estava acontecendo com o Bruno, eu já tinha traído o Murilo. Mesmo que eu não continuasse com o Bruno, ele já tinha sido traído do mesmo jeito. Então para que parar? Eu queria, queria tanto quanto o meu ex e eu tinha tanta ou mais culpa que ele naquele momento.
Liguei o botão “FODA-SE” e não parei mais de beijar meu ex. Depois eu ia acabar me entendendo com o Murilo. E se ele não me entendesse, eu ia terminar o namoro.
Sempre condenei traições e deslealdade e eu estava fazendo as duas coisas. Eu era culpado pelos meus atos, mas infelizmente eu não estava tendo pleno controle com a minha consciência. A química com o Bruno e a saudade que eu estava dele acabaram falando muito mais alto.
Arranhei as costas dele e ouvi um gemido no meio do beijo. Será que eu o tinha machucado?
Giramos na cama duas ou três vezes e eu fiquei novamente por cima. Foi a minha vez de tomar as ações da coisa.
Beijei o pescoço extremamente cheiroso do garoto, desci com a minha boca pelo tórax, beijei cada um dos mamilos e segui pela barriga. Não demorei nadinha a chegar onde queria chegar.
Estava muito duro. Duro até demais pro meu entendimento. Abaixei a cueca dele e me deparei com algo maior do que eu poderia imaginar.
Com toda a certeza do mundo aquilo tinha crescido. E estava muito lindo, estava lindo demais. Meus olhos se encheram com aquela imagem e eu não resisti mais. Segurei com muita força e comecei a beijá-lo por todos os lados.
Como tinha crescido... Quanto será que estava medindo? E além de tudo estava cheirosinho de desodorante... Isso foi suficiente para eu liberar o meu instinto selvagem e começar a chupá-lo sem pensar nas consequências.
Que delícia que foi aquilo... Sentir o pau do Bruno novamente na minha boca não me deixou apenas feliz, me deixou novamente emocionado.
Assim como aconteceu com ele, eu também chorei enquanto fazia sexo oral no meu ex. Acho que tudo não passava de saudade. Saudade e nada mais do que saudade.
Ele ficou calado e quando eu abri meus olhos e o fitei, notei o quanto ele estava feliz por aquilo estar acontecendo. Os olhos dele também estavam molhados, mas estavam transmitindo a felicidade que ele estava sentindo por todos os lados.
Fechei de novo os meus olhos e continuei o que estava fazendo. Tive certa dificuldade em colocar tudo na boca, mas eu não desisti enquanto não consegui fazer isso.
Eu queria ter acompanhado o desenvolvimento daquele dote. Eu queria ter acompanhado o crescimento dele de perto. E eu ainda estava curioso pra saber quantos centímetros tinha e quanto tinha crescido naqueles dois anos de separação.
Da mesma forma que o Bruno fez comigo, eu fiz com ele. Abri um pouco as pernas do meu ex e coloquei o saco dele na minha boca. Era pesado e também estava cheiroso. O Bruno também estava depilado.
Perdi a noção do tempo e não sei falar quanto demorei naquele sexo oral. Da mesma forma que ele fez, eu só interrompi o momento quando senti que ele ia gozar.
Voltamos a nos beijar e choramos em sintonia. Mais uma vez as nossas lágrimas se misturaram e isso me deixou encafifado. Por que ele estava chorando? Seria saudade também?
Nos abraçamos e foi um abraço muito apertado. Nós não falamos nada e deixamos o silêncio reinar naquele quarto de apartamento. Só o que eu ouvia era o meu coração e o arfar de nossas respirações.
Só depois de um tempinho nós voltamos aos beijos e carícias. Eu coloquei a minha mão nas nádegas do meu ex e fiquei com elas paradas enquanto ele mordia o meu lábio inferior.
Bruno saiu de cima do meu corpo, deitou ao meu lado e abriu a gaveta de um criado mudo. O garoto pegou vários preservativos e colocou em cima do colchão. O meu pau levantou no ar e ficou doendo de tanto tesão que eu estava sentindo.
Além das camisinhas, ele pegou o gel lubrificante e depois voltou a ficar em cima do meu corpo. Ele estava um pouco pesado.
Nos olhamos por um longo período. Ele estava cada dia mais lindo, cada dia mais perfeito. Como eu amava aquele garoto dos olhos azuis...
Parei pra pensar e continuei achando o Bruno mudado. Não fisicamente e sim psicologicamente. Algo nele estava diferente... Mas eu não sabia dizer o que era.
Claro que ele estava mais másculo do que antes, mas não era apenas isso. Ele estava mudado nas atitudes, estava mais pacato, menos estourado... Eu não sabia explicar o que era.
Outro beijo aconteceu, mas foi rápido demais. O Bruno desceu até o meu quadril, deu vários beijos no meu dote e em seguida colocou uma camisinha nele.
Engoli em seco. Ainda bem que ele estava sendo precavido. Após a colocação do preservativo, meu ex-namorado lambuzou todo o meu pênis com lubrificante e quando se deu por satisfeito voltou a me beijar.
- Eu te quero... – ele sussurrou. – Eu preciso de você...
E eu também o queria. As minhas convicções, os meus pensamentos, a minha moral e meus bons costumes já tinham ido pro beleléu. Eu já estava pra lá de entregue ao meu sentimento e já estava pra lá de entregue ao que estava acontecendo com o Bruno.
Eu segurei o garoto pela cintura e o joguei com força em cima da cama. Ouvi um “ui” e em seguida subi em cima do corpo dele para iniciar o nosso momento de intimidade.
Abri as pernas dele e encaixei mau pau onde tinha que encaixar. A minha maior surpresa foi a dificuldade que eu encontrei para penetrá-lo.
Fiquei pincelando por um tempo e enquanto isso a gente se beijou. Quando senti que era a hora, tentei forçar a cabecinha pra dentro, mas ela quase não entrou.
Tirei, esperei e tentei de novo, mas novamente ela teve dificuldade para entrar. O que estava acontecendo?
- Relaxa – eu pedi, muito baixinho.
- Eu já estou relaxado...
E estava mesmo. Era notório o quanto o Bruno queria que aquilo acontecesse.
Mordi os lábios dele, acariciei o rosto dele e tentei de novo. Dessa vez consegui colocar só a cabeça.
Ele estava muito, muito apertadinho e isso me fez perceber que talvez ele não tivesse feito sexo há um tempinho. Será que eu estava certo?
Deixei o meu amor relaxar mais e quando me senti confortável e seguro, introduzi mais um pouco do meu pênis dentro do meu ex.
Ele soltou um gemido muito delicioso e isso fez meu pau endurecer ainda mais.
- Hum... – ele prensou um lábio no outro.
- Está doendo? – fiquei muito preocupado.
- Claro que não... Quero mais, amor... Quero mais...
“Amor”... Eu prefiriria que ele não me chamasse daquele jeito. Não confiava nos sentimentos do Bruno, infelizmente.
Tirei o pau e coloquei de novo e assim consegui colocar mais alguns centímetros pra dentro. Só consegui finalizar a penetração depois de um tempo de espera, mas eu não estava preocupado com isso.
- Ai – ele gemeu de novo e isso foi o suficiente para eu iniciar a penetração.
Logo no primeiro movimento eu já comecei a sentir prazer, mas não foi um prazer qualquer. Foi um prazer além do normal e eu fiquei com uma vontade louca de gritar.
- Vem, Caio... Vem, meu amor...
Engoli em seco e olhei pra baixo. Eu fiquei vendo o meu pau entrar e sair do Bruno e fiquei pensando em muitas, muitas coisas.
Um filme passou na minha cabeça e eu lembrei da nossa 1ª vez. Quanto tempo teria passado desde esse acontecimento?
Era como se aquela transa fosse de certa forma a nossa 1ª transa, porque estávamos conectados e ligados ao nosso sentimento. Eu tinha certeza que ele estava sentindo as mesmas coisas que eu.
Existia felicidade, emoção, desejo, tesão e é claro: saudade. Eu esperei por aquele momento tempo demais e por mais que eu tenha gostado de ter ficado com outros caras, nenhum supriu o vazio que o Bruno me deixou.
- Me dá um beijo? – a voz dele quase não saiu.
E é claro que eu atendi a esse pedido. Como poderia negar um pedido daqueles? Beijá-lo era tudo o que eu mais precisava naquele momento.
Bruno me abraçou com muito carinho e nós nos beijamos de uma forma extremamente apaixonada. Enquanto isso ocorreu, eu não interrompi em nenhum momento a penetração e isso só aumentou ainda mais a minha vontade de ficar com ele para sempre. Tudo estava acontecendo de uma forma impecável.
Meu ex quase não soltou gemidos durante a penetração, mas eu tinha mais do que certeza que ele estava gostando da nossa transa. Como ele poderia não gostar se ele mesmo estava mais emocionado do que eu?
Perdi as contas de quantas vezes senti lágrimas no rosto dele e de quantas vezes as minhas próprias caíram sob a minha face. Era uma sensação incomum e inacreditável. Eu custei a entender o que realmente estava acontecendo entre nós dois.
Não senti a menor necessidade de mudar de posição. Estava tudo da melhor forma possível, pois daquela forma eu conseguia beijá-lo e conseguia também olhar aqueles olhos incrivelmente azuis.
Toda vez que eu empurrava o meu quadril e as nossas peles se encostavam, eu sentia uma espécie de eletricidade por todo o meu corpo. Nós dois estávamos quentes, praticamente com os corpos em chamas e o nosso suor ficou completamente misturado um ao outro.
Deitei o meu tronco sobre o dele e continuei com os movimentos, mas sem fazer muita força e sem ser rápido demais. Os meus movimentos foram contidos porque eu queria aproveitar aquele momento ao máximo, uma vez que eu não sabia quando aquilo ia acontecer novamente ou se ia acontecer novamente.
- Eu te amo, Caio – ele segurou o meu rosto e grudou as nossas testas.
- Eu...
Não terminei a minha frase. Provavelmente ele já tinha percebido os meus sentimentos, mas eu ainda não tinha coragem de expô-los. Não com tantas dúvidas dentro da minha cabeça. Dúvidas essas que precisavam ser sanadas o quanto antes.
O Bruno estava tão lindo e encantador naquela circunstância que acho que eu me apaixonei ainda mais, se é que aquilo era possível.
Senti um “BUM” de coisas boas dentro do meu peito e a minha paixão pelo garoto, o amor que eu sentia por ele tomou conta de cada centímetro da minha pele, cada centímetro dos meus ossos, cada órgão do meu corpo, cada célula do meu organismo e cada milímetro da minha alma.
Eu estava me sentindo completo naquele instante. Era como se eu tivesse encontrado a minha metade que faltava. Acredito que só naquele momento eu tenha percebido que enquanto o Bruno esteve fora do país, eu estava vivendo pela metade.
- Eu te amo... Eu te amo, Caio – ele voltou a me beijar.
Eu também o amava. E o amava demais. Muito mesmo. Achei incrível a força que o nosso sentimento teve naquele momento, porque eu não lembrei de mais nada... Não lembrei de nenhuma coisa ruim que o Bruno me fizera no passado!
Senti o orgasmo se aproximar só depois de um longo período penetrando o meu ex. O meu dote ficou ainda mais duro e muito sensível e foi aí que eu anunciei o que ia acontecer:
- Vou gozar... – mordi meus lábios.
O Bruno me empurrou suavemente para trás, eu me desequilibrei e caí deitado na cama. Quase que caí de costas no chão. Meu pescoço ficou pra trás e todo o resto do meu corpo ficou no colchão. Isso me fez sentir um pouco de dor nas costas.
Bruno abriu as minhas pernas, tirou a minha camisinha e começou a me chupar. Eu fechei os meus olhos, me apoiei nos cotovelos e esperei o gozo chegar.
- AH, BRUNO – eu gritei quando o primeiro jato saiu na boca do meu ex. – BRUNO, BRUNO, BRUNO, BRUNO, BRUNO, BRUNO, BRUUUUUUUUUUUUUNO!!!!
Gritei, gemi e chorei. Sim, chorei. Nunca pensei que fosse chorar na hora do prazer, mas não consegui segurar a minha emoção.
Chorei porque eu queria que aquilo tivesse acontecido durante 2 anos e não que tivesse passado 2 anos pra acontecer.
Chorei porque esperei por aquele momento durante mais de 700 dias e quando isso finalmente aconteceu, a minha amoção acabou falando mais alto.
Foi um prazer único e indescritível. Eu gozei tanto, mas tanto que ele não conseguiu segurar meu esperma com a boca e deixou tudo escapolir para os nossos corpos e também para o lençol do colchão.
- Vem aqui, meu amor – ele me puxou e engatou um beijo salgado.
Eu estava acelerado, sem fôlego, suado e cansado, mas ainda tive forças pra agarrar os cabelos do garoto e beijá-lo da melhor forma possível.
Nossos corpos ficaram unidos como a força de dois ímãs. Nos beijamos, nos acariciamos e eu senti vontade de fazer o 2º round. E não perdi tempo com mais nada.
Peguei uma camisinha, coloquei no pau do Bruno, entupi o dote com lubrificante e pedi para ele começar a trabalhar.
Fizemos na mesma posição. Ele por cima e eu por baixo, com o quadril levemente alteado. De novo torno a repetir que essa foi a posição perfeita para nos olharmos e nos beijarmos. E isso aconteceu aos montes.
Da mesma forma que eu fiz, ele fez comigo. Primeiro pincelou para depois tentar a penetração. Não entrou tão facilmente como eu imaginava.
Fazia muito tempo que eu não era passivo e isso com certeza dificultou a penetração do meu ex-namorado.
Tivemos que ter paciência, mas eu não me importei com o tempo. O importante mesmo era proporcionar parazer ao Bruno. Era isso que eu queria que acontecesse.
Quando a glande entrou eu não senti dor, muito pelo contrário. Eu queria tanto sentir o Bruno me invadir que ao invés da dor eu só senti prazer. Muito prazer.
Ele não parou de me olhar um segundo sequer. Eu depositei as minhas mãos nas costas dele e vez ou outra eu o arranhava. As minhas unhas estavam um pouco grandes demais.
Foi tudo como eu imaginava. O prazer mais uma vez tomou conta do meu ser e mais uma vez eu fiquei um pouco descontrolado. Ou totalmente descontrolado.
Bastou entrar tudo para eu tirar as minhas mãos das costas dele e deixar sob o lençol da cama. Quando ele começou o vai-e-vem, eu fechei os meus olhos, soltei um gemido baixo e fechei as duas mãos no lençol da cama. Foi mais uma vez um prazer indescritível.
Bruno também foi cauteloso e lento nas estocadas. Ele curtiu cada segundo da nossa transa como se fosse o último e ele estava certo. Talvez aquela fosse a nossa última transa mesmo. Nada mais certo do que nós aproveitarmos da melhor forma possível.
Eu não fiquei preocupado com as horas, mas deveria me preocupar porque na manhã seguinte eu tinha prova na faculdade. Será que já havia passado muito tempo?
Ainda com meus olhos fechados eu senti outro beijo acontecer. Nossas línguas brincaram e ele o pau dentro de mim por um tempo. Eu senti o negócio endurecer várias vezes seguidas e isso fez com o que o meu próprio membro endurecesse também. Não que ele estivesse mole, é claro.
- Eu te amo tanto... Eu estava com tanta saudades de você...
Mais uma vez eu não falei nada e me limitei a pensar em tudo o que estava acontecendo. Por que ele estava falando tanto? Era melhor ficar calado, era melhor ficar curtindo e não falar absolutamente nada.
Bruno não soube segurar o orgasmo como eu segurei. Poucos minutos depois do início da transa ele já anunciou o gozo e é claro que eu queria sentir o prazer dele na minha boca.
Pedi para ele ficar de pé, tirei a camisinha do cara e chupei tudo com muita vontade. Ouvi um gemido mais alto e em seguida o Bruno começou a gozar.
- AIIIIIII, CAIIIIO – ele também falou o meu nome e forçou a minha cabeça para baixo.
Eu nunca tinha sido vítima de um orgasmo como aquele. Se eu gozei muito, o Bruno gozou duas ou três vezes mais. A minha boca não conseguiu segurar o sêmen dele e acabou caindo grande parte na minha cara, nos meus cabelos, no meu corpo e na própria cama.
- EU TE AMO, EU TE AMO, CAIO! EU TE AMO MUUUUITO...
Meu ex também caiu no choro, mas o dele foi um pouco mais desesperado que o meu. Ele chegou a soluçar de tão emocionado que ele estava.
Suspirei inúmeras vezes e nós dois caímos exaustos em cima da cama. Bruno limpou o meu rosto, secou os olhos e disse:
- Eu te amo!
Fechei os meus olhos. Como eu queria acreditar naquela frase. Como eu queria acreditar que aquilo era verdade, a mais pura verdade...
- Não chora – falei baixinho.
- É de felicidade – ele grudou a testa na minha.
Felicidade... Felicidade... Há muitos anos eu não sabia o que era o sentido literal da palavra felicidade.
- Vem, amor – ele me puxou e ficou de pé no chão. – Vamos tomar um banho.
Eu fui porque estava muito sujo, mas naquele momento o arrependimento bateu com força total e eu senti uma vontade enorme de ir embora daquele apartamento.
Bruno me levou ao banheiro e me jogou embaixo do chuveiro. Era um banheiro pequeno com o box transparente. A água fria caiu sob os nossos corpos e isso me deixou assustado. Eu não estava esperando por água fria.
- Desculpa – ele deu risada. – Esqueci de trocar a temperatura.
- Deixa assim – falei e puxei meu ex para um beijo.
Eu só poderia estar louco. Se já não bastasse tudo o que já tinha acontecido, eu ainda queria mais.
- Espera, Caio – ele me deu um selinho. – Eu vou buscar uma toalha pra você...
Concordei e deixei a água cair no meu rosto. Será que eu podia usar o sabonete e o xampu?
- Pronto – ele voltou e já foi logo me beijando, mas eu não deixei mais isso acontecer.
- Posso usar o xampu?
- Claro que pode!
Peguei o xampu e senti algo segurar o meu pau. Ele ainda estava duro e quando eu menos esperei o Bruno já estava me chupando novamente.
Não consegui resistir e deixei ele fazer o que quisesse comigo, mas daquela vez não houve tempo para o gozo.
- Não, Bruno – eu tirei o meu pau da boca dele. – Eu preciso ir embora!
- Por que? Dorme aqui comigo hoje?
- Não!
- Por que não? Amanhã eu te levo pra faculdade.
- Não. Pode deixar que eu vou para casa mesmo.
Ele não argumentou mais e tentou me chupar de novo, mas eu não deixei.
- Não. Eu vou embora!
Saí do chuveiro ainda com sabonete no corpo. Peguei a toalha que era destinada a mim, me sequei e fui direto pro quarto pra colocar a minha roupa.
O Bruno apareceu quando eu já estava praticamente vestido. Só não tive como colocar a cueca porque ela estava totalmente inutilizada.
- Caio... – ele falou comigo. – Fica, vai?
- De jeito nenhum – a minha razão tomou conta de mim.
- Por que não?
- Porque eu não quero! Eu nem deveria ter vindo aqui, Bruno!
- Vai dizer que você não gostou?
Fiquei calado.
- Viu só – ele tentou me abraçar, mas eu não deixei.
- Não quero mais ficar com você, não se aproxime de mim!
- Caio...
- Não vem, Bruno! Eu to falando sério! Eu vim aqui pra gente colocar os pingos nos is e não pra transar com você...
- Mas já me arrependi, Bruno. Eu namoro e não deveria ter traído o meu namorado!
- Termina com ele e fica comigo...
- Termina com ele e fica comigo...
- Não mesmo – eu dei risada.
- Por que não? Eu sei que você quer ficar comigo e você também sabe...
- Não quero! Aconteceu e só foi um flashback, mas eu não quero mais ficar com você.
Terminei de colocar os meus tênis e saí para a sala.
- Espera – ele suspirou. – Eu te levo em casa.
- Não, obrigado – peguei o meu celular e quase tive um troço. Já passava da 1 da madrugada. Havia várias ligações perdidas do Rodrigo e algumas mensagens não lidas.
- Mas olha a hora... Como você vai? Vai ser difícil achar um ônibus agora...
- Não é da sua conta, eu me viro – estava com raiva.
- Já vai começar a me tratar mal, né?
Fiquei calado e sem graça.
- Desculpa – suspirei. – Mas eu não deveria ter ficado com você...
- Não adianta ficar arrependido agora – ele me puxou e me deu um abraço. – Já aconteceu e foi ótimo. Foi perfeito. Foi sublime. Foi divino. Não foi?
Mais uma vez eu fiquei calado. É claro que sim, mas eu não queria assumir isso pro Bruno.
- Deixa eu te levar em casa, por favor? – ele me deu um selinho. – Ou dorme aqui comigo?
- Você lembra que disse que íamos colocar um ponto final em tudo o que está acontecendo?
- Uhum – Bruno me prensou em um abraço de urso.
- Então esse foi o nosso ponto final – eu fechei os meus olhos e suspirei profundamente.
- Como assim?
- É isso mesmo que você entendeu. Esse é o nosso último encontro. Eu nunca mais, nunca mais quero te ver, tudo bem?
- Não – Bruno me soltou. – Não está tudo bem. Eu não aceito ficar longe de você, não aceito!
- Não é questão de aceitar ou não, essa é a minha decisão e você tem que respeitá-la. Eu já disse que namoro, eu estou bem com o Murilo e você não vai nos atrapalhar.
- Larga aquele fedelho e fica comigo, Caio! – Bruno me puxou de novo e me abraçou novamente.
- Me solta, Bruno – eu não tive coragem de empurrá-lo. – Eu não quero voltar com você.
- O que eu preciso fazer pra você acreditar em mim, Caio?
- Nada. Eu não acredito em você e nada que você faça vai me fazer mudar de opinião.
- Eu já disse que eu não queria ter saído daqui, eu queria ter ficado com você...
- Mas não ficou não é mesmo? Foi embora e nem sequer teve a capacidade de me falar o que estava acontecendo.
- Eu fui um burro, Caio. Eu deveria ter te falado o que estava acontecendo antes de ser obrigado a sair do Brasil. Por favor, me perdoa?
- Não. Agora você falou a verdade, finalmente. Você deveria mesmo ter me falado tudo antes de ter saído do país, mas nem isso você fez. Se tivesse falado, nós daríamos um jeito, mas infelizmente você fez tudo errado, como sempre.
- Eu mudei... Eu mudei... Eu mudei, Caio... Por favor, me dá uma única oportunidade pra provar que eu amadureci...
- Você já me pediu uma 2ª oportunidade na época em que me traiu com o Léo e eu dei a sua 2ª e última oportunidade. Eu não tenho culpa se você deu mancada de novo, agora é meio tarde demais e eu não vou te dar outra chance. Acho melhor você entender de uma vez por todas que nós não vamos voltar mais, nunca mais!
- Não fala assim, Caio – a voz dele ficou embargada.
- Falo assim sim. Pelo amor de Deus, não me incomoda mais. A gente já ficou e se dê por satisfeito. Isso não vai voltar a acontecer.
- Essa é a sua última palavra?
- Sim – respondi depois de um tempo. – Essa é a minha última palavra.
- Eu só quero que você saiba que eu te amo, sempre te amei e sempre vou te amar. Você é o homem da minha vida e eu não sei viver sem você...
- Você já viveu um bom tempo sem mim, Bruno. Vai tirar isso de letra.
Eu nem sei como tive coragem pra falar tudo aquilo. O meu coração estava gritando para eu voltar com o Bruno, mas a minha razão acabou falando mais alto.
- Agora eu preciso ir embora – me afastei e percebi que a minha roupa estava com o perfume dele.
- Por favor, me deixa te levar em casa? Eu prometo que não faço nada além disso.
Olhei novamente no celular. Já estava um pouco tarde demais e eu não ia conseguir ônibus. Ou eu ia de táxi, ou com o Bruno e infelizmente eu não tinha dinheiro suficiente para optar pela primeira opção.
- Eu vou aceitar – suspirei –, mas depois disso eu nunca mais quero voltar a falar com você. Promete que me deixa em paz?
- Não. Não me peça o impossível.
- Então eu vou de táxi.
Abri a porta do apartamento e fui até o elevador.
- Não – ele correu atrás de mim e me puxou para dentro do imóvel. – Eu não vou te deixar ir de táxi. Eu faço questão de te levar em casa. Só espera eu me arrumar.
Não falei nada e fiquei esperando na sala. O meu ex voltou pro quarto e colocou a mesma roupa de antes. Ele voltou bem rapidinho para onde eu estava.
- Vamos, Caio – Bruno estava tristonho.
Não disse absolutamente nada, peguei tudo o que era meu e o segui. Ele entrou no elevador, apertou o botão do estacionamento e em seguida nós começamos a descer.
Entrei no carro e me senti triste. Eu não queria que as coisas fossem daquele jeito, mas eu tinha que ser forte. Eu tinha que dar ouvidos aos meus pensamentos e não aos meus sentimentos.
Eu nem sequer deveria ter pisado no apartamento do Bruno; eu deveria ter sido firme, deveria ter dito não e não podia ter aceito aquela proposta absurda de ficar à sós com ele. A consequência estava na testa do Murilo: um belo e enorme par de chifres.
- Onde você está morando atualmente?
- No Realengo – eu respondi.
- Longe, hein?
- Sabe chegar lá?
- Sei sim.
Nós não falamos absolutamente nada durante todo o caminho e é claro que eu não fiz outra coisa a não ser pensar em tudo o que havia acontecido.
Foi uma noite de amor pra lá de maravilhosa. Há muito eu não tinha uma transa como aquela e eu tinha certeza que ia demorar muito para aquilo acontecer novamente. Se é que eu ia ter outra como aquela.
Só de pensar o meu pau ficou duro e como eu não estava usando cueca, ele ficou muito aparente na minha calça jeans. Isso foi suficiente pro Bruno perceber a minha excitação, mas ele não falou nada.
Notei que ele também estava excitado e estava mais triste do que nunca. Talvez ele estivesse falando a verdade, porque aparentemente ele ficou abalado com o rumo da nossa conversa.
- Preciso que você me guie agora – ele fungou.
- Pode continuar reto até o fim da avenida.
Meu celular começou a tocar e eu vi o nome do Rodrigo no centro da tela. Provavelmente o meu irmão estava preocupado comigo:
- ONDE VOCÊ ESTÁ? – ele estava era com raiva.
- Voltando pra casa.
- Isso são horas? Está vindo de ônibus? Eu vou te buscar no ponto!
- Não, não – fechei meus olhos. – Estou de carro.
- Ah, ainda bem que veio de táxi!
Não falei nada. Preferi evitar uma briga com o Digow.
- Onde você está? – ele bufou.
- Já estou perto de casa.
- Quanto tempo você vai demorar?
- Uns 10, 15 minutos eu acho.
;- Quando você chegar a gente vai conversar, entendeu?
- Beleza, Digow.
Ele bufou e desligou o telefone. Meu amigo estava mesmo irritado. Provavelmente o Kléber tinha contado que eu estava com o Bruno.
- Vira à esquerda – mandei.
Bruno obedeceu e eu já me vi na minha rua, mas ainda estava um pouco longe da minha casa. Meu ex parou em um farol vermelho e me fitou com curiosidade.
- Quem é Digow?
- O Rodrigo – falei.
- Ah... Ele está bem?
- Sim.
- Que bom!
Eu pedi pro Bruno parar antes de chegar na minha casa. Eu não queria que ele soubesse onde eu morava, porque não queria correr o risco dele aparecer lá sem ser convidado.
- Obrigado pela carona – eu tirei o cinto e destravei a porta.
- Espera – ele me segurou pela mão esquerda.
- O que foi dessa vez? – encarei aqueles olhos incrivelmente azuis.
- Me dá um beijo? – a voz do Bruno quase não saiu.
- Não – falei e abaixei a cabeça.
- Só um beijo, Caio?
E quem disse que eu resisti? Quem disse que eu consegui dizer não? Deixei ele se aproximar de mim e quando os nossos lábios se uniram as minhas lágrimas começaram a cair.
Mais uma vez foi um beijo apaixonado e demorou muito mais do que poderia demorar. Quando o meu celular voltou a tocar eu empurrei o meu ex-namorado, sequei as minhas lágrimas e disse:
- Não me procura mais. Eu nunca mais, nunca mais quero saber de você!
E dizendo isso eu saí do carro, mas já saí chorando. Chorando de raiva por ter traído a minha razão e chorando de ódio por não atender o meu coração.
Comecei a correr até a minha casa e quando a avistei notei que o Rodrigo estava me esperando na soleira da porta. Ele parecia mesmo muito nervoso.
- Bonito, hein Caio? – ele me fuzilou com os olhos. – Isso são horas de chegar em casa? Esqueceu que amanhã você tem prova na faculdade?
Não respondi nada, abaixei a cabeça e entrei em casa. Ele fechou a porta e me seguiu bem de perto, sem parar de dar bronca um segundo sequer:
- Onde é que você está com a cabeça? Por que não parou o táxi aqui em casa? E se você fosse assaltado? Onde é que você estava, Caio? O Kléber me disse que você estava com o Bruno? Isso é verdade? Você ficou louco?
- ME DEIXA RESPIRAR, RODRIGO! – eu gritei. Ele me deixou muito sufocado.
- Não deixo não! Eu estava preocupado com você, sabia? Você estava ou não estava com o Bruno?
- Estava sim – respondi e sequei meu rosto. – Está feliz agora?
- E que demora foi essa? Onde vocês estavam? Eu espero que não tenha acontecido nada, Caio! Eu espero muito que você não tenha sido burro o suficiente pra cair na lábia dele...
- Fui burro sim – comecei a me irritar. – Caí na lábia dele sim, fiquei com ele sim, transei com ele sim e sabe por que eu fiz tudo isso, Rodrigo? Porque existe um coração aqui dentro de mim que não é de ferro!!! E esse coração ama o Bruno com todas as forças possíveis e eu não consegui, eu não consigo mais lutar contra o meu sentimento, você entendeu? Eu amo aquele desgraçado, eu amo com todas as minhas forças e eu não sei mais viver sem ele, não sei mais...
- Como você é fraco, Caio! – Rodrigo cruzou os braços e bufou.
- Pode até ser que eu seja mesmo, mas uma coisa eu tenho certeza: eu não sou feito de ferro e eu não consigo mais lutar contra o meu sentimento. Não adianta mais eu mentir para mim nem para ninguém. Eu amo o Bruno e amo demais... Não consegui resistir, será que você entende isso?
Meu amigo suspirou e me puxou para um abraço muito forte.
- Eu te entendo sim, Cacs. Eu só fiquei bravo porque ele não merece o seu amor, entendeu? Ele não te merece, ele não te merece e você sabe muito bem disso!
- Eu sei que ele não me merece, Digow! Mas eu não consigo mais ficar sem o Bruno, eu não consigo!
- Vocês voltaram?
- Não. Eu quero voltar... Eu quero muito voltar, mas a minha cabeça não deixa...
- Ainda bem que não voltou com ele, Cacs. Ainda bem.
- Me ajuda, Digow... Me ajuda, por favor... Me deixa longe dele, não me deixa ficar perto dele, por favor... Me faz esquecer o Bruno... Você é o único que pode fazer isso, Rodrigo!!!
- Eu vou fazer, Caio! Eu vou fazer você esquecer aquele desgraçado ou não me chamo Rodrigo Carvalho!

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