domingo, 22 de março de 2015

Capítulo 47

F
oi pouquíssimo tempo de sono, mas mesmo assim deu para descansar. Quando eu acordei na manhã daquela terça, ele já estava de pé e um café da manhã incrível me esperava na cama.
- Bom dia, bebê – ele me deu vários e vários selinhos.

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- Bom dia... Nem acredito que é você que está aqui – me espreguicei vagarosamente.
- Eu é que deveria falar isso. Está com fome? Fiz café pra gente...
- Lindo! Não precisava se preocupar.
- Quero meu NAMORADO bem alimentado!

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Puxei ele pra cima de mim e a gente começou a se beijar. Foi um beijo longo e muito apaixonado, que me deixou completamente excitado.
Meu membro ainda estava doendo, não ia ser possível transar naquela hora e isso me deixou frustrado.
- Vamos comer, safadinho – ele me beijou várias vezes. – Já estamos quase atrasados.
- Que horas são?
- Já passa das 11.
- Nossa! Eu ainda preciso passar em casa...
- Pra quê?
- Preciso pegar umas roupas e o meu uniforme limpo também...
- Calma. A gente dá um jeito. Vem, vamos comer um pouquinho.
Tinha bolo, pão com manteiga, requeijão, geleia, queijo fresco e suco de acerola. Um dos meus preferidos.
- Você que fez tudo isso? – perguntei.
- É. Não está lá grandes coisas, mas acho que dá pra comer – ele ficou vermelho.
- Bobão. Está tudo maravilhoso!
E estava mesmo. Uma coisa melhor que a outra.
Ele partiu um pedaço de pão e colocou na minha boca. Nós trocamos um olhar e eu fiquei com muita vontade de jogar tudo pro chão pra ficar com ele todinho pra mim, mas infelizmente eu não podia fazer isso.


- Pena que a gente está atrasado – suspirei.
- É. Eu queria ficar com você de novo.
- Eu também, amor – puxei o Bruno e a gente se beijou.
- Seu lindo!
- Você que é.
- Será que dá tempo eu te levar na sua casa?
- Pior que não!
- E agora?
- Eu vou ligar pro meu amigo e peço pra ele levar as minhas coisas.
- Que amigo, Caio?
- O Kléber. Ele é gente fina. É aquele que eu saio todas as noites pra ir pra casa.
- Aquela bicha pão com merengue??? Nâo gosto daquele cara não!
- Por que não? – eu comecei a rir.
- Porque ele olha demais pra você. Eu tenho ciúmes!
- E se eu te falar que a gente já ficou?
- Eu sei que vocês já ficaram. Ai que ódio que eu fiquei dele naquele dia na balada! Quis matá-lo naquela noite!
Eu nem sequer me lembrava que tinha provocado o Bruno com o Kléber. Coitado, eu agi muito mal com o garoto.
- Falando nisso, Bruno... Como você me achou no dark room naquela noite?
- Ah... – ele abriu um sorrisinho safado. – Quer mesmo saber?
- Claro que eu quero! Eu fiquei espantado por dias pensando como você sabia que era eu.
- Eu não sabia. Eu tentei te procurar de tudo quanto foi jeito e quase não te encontrei. Eu descobri por dois motivos: seu perfume e sua correntinha.
- Correntinha? Que correntinha?
- A que você usou no pescoço, lembra?
- Hum... Verdade! Eu nem me lembrava disso...
- Foi assim que eu te achei. E graças a Deus que eu te achei, porque aquele beijo foi incrível.
- Foi mesmo – concordei em gênero, número e grau. – Foi mesmo...
Depois do café, eu levantei e fui tomar um banho. O Bruno me emprestou uma roupa dele e foi com ela que eu fui trabalhar naquele dia.

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Antes da gente sair do apartamento, ele me puxou com uma força monstra e começou a me beijar como um desesperado. Foi um beijo “desentupidor de pia” e eu fiquei pra lá de excitado. O meu pau estava doendo e muito.
- Nossa... – olhei pra ele e respirei fundo.
- É pra eu ficar com seu sabor o dia todo.
- SEU LINDO!
- Te amo, meu príncipe.
- Eu te amo mais!
Outro beijo, este menos desesperado e depois nós saímos.
Quando entrei no carro, algo me fez lembrar do show que nós fomos no fim de semana e mais uma vez eu lembrei da música “Espelho”. Eu não sabia explicar o motivo, mas aquela música estava mexendo demais comigo desde que eu o reencontrei na noite anterior:


“Baby, as palavras estão mudas
As promessas tão vazias
As explicações são vagas
Só eu sei como eu queria falar do meu amor
Abertamente sim, ir até o fim
Só eu conheço a dor de não acreditar
Que mereço ser feliz
E como num espelho, te olhando vejo
O meu próprio medo, minha indecisão
E mesmo te amando não estou seguro
Será que é verdade ou uma ilusão?
E como num espelho, te olhando vejo
O meu próprio medo, minha indecisão
E mesmo te amando não estou seguro
Será que é verdade ou uma ilusão?

Baby, as palavras estão mudas
As promessas tão vazias
As explicações são vagas
Só eu sei como eu queria falar do meu amor
Abertamente sim, ir até o fim
Só eu conheço a dor de não acreditar
Que mereço ser feliz
E como num espelho, te olhando vejo
O meu próprio medo, minha indecisão
E mesmo te amando não estou seguro
Será que é verdade ou uma ilusão?
E como num espelho, te olhando vejo
O meu próprio medo, minha indecisão
E mesmo te amando não estou seguro
Será que é verdade ou uma ilusão?
Seria tão bom
Só eu e você
Mas te faço sofrer
E é sem querer
Eu fujo da dor
Eu tenho pavor da solidão
Me perdoa coração
E como num espelho, te olhando vejo
O meu próprio medo, minha indecisão
E mesmo te amando não estou seguro
Será que é verdade ou uma ilusão?
E como num espelho, te olhando vejo
O meu próprio medo, minha indecisão
E mesmo te amando não estou seguro
Será que é verdade ou uma ilusão?”


Não sei por qual motivo eu estava lembrando dessa música, mas não deveria ser nada sério. Talvez fosse só um revés, porque afinal de contas, o Bruno e eu já éramos novamente namorados.
- No que o senhor está pensando, mocinho? – ele tirou o carro do estacionamento do prédio e saiu na rua.
- No show. Lembrei de uma música de repente.
- Nem me fala. Que show incrível. Eu amei tanto...
- Eu também amei. E amei mil vezes mais você ter ido!
- Eu fui em cima da hora, sabia? Fui no lugar da prima do Vítor.
- Ah, mentira? Era a prima dele que ia mesmo?
- Era! Mas ela desistiu, aí eu comprei o ingresso e fui. E eu não me arrependo.
- Eu nem sabia que você curtia Jorge e Mateus. Pensei que você curtisse só a Britney.
- A Britney é minha diva, mas eu amo Jorge e Mateus. Principalmente pelo fato das músicas parecerem serem escritas pra mim.
- Pra mim – eu o corrigi.
- Pra nós – ele riu.
- Verdade. E eu me achando lá cantando “Vou Fazer Pirraça” e você me vem com “Tem Nada a Ver”... Quis me jogar de uma ponte nessa hora.
- Essa música é a minha preferida, te juro. Desde o primeiro dia eu que a ouvi, eu não fiz outra coisa a não ser pensar que ela foi feita pra nós dois. Mas me diz, em qual você estava pensando?
- Na “Espelho”.

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- Baby, as palavras estão mudas...
- As promessas tão vazias...
- As explicações são vagas...
- Só eu sei como eu queria...
- Falar do meu amor...
- Abertamente sim, ir até o fim...
- Só eu conheço a dor de não acreditar...
- QUE MEREÇO SER FELIZ – nós dois cantamos juntos e gargalhamos em seguida.
Quando o Bruno chegou perto do meu trabalho, ele deu a volta e entrou em uma ruazinha menos movimentada pra gente se despedir.
Eu olhei pra ele, ele olhou pra mim e eu já fiquei excitado novamente. Foi automático. Ele partiu pro meu lado, eu fui pro dele e nós nos abraçamos com uma sintonia incrível.
- Vou sentir saudades – choraminguei.
- Eu vou pensar o dia todo em você!
- E eu não? Eu já faço isso mesmo, agora só vai ser com mais intensidade e de uma forma positiva, é claro.
- Lindo. Dorme lá em casa hoje?
- Ai, claro! – aceitei na hora. – Não vou te incomodar?
- Se você falar isso novamente eu dou na sua cara – ele beliscou minha bochecha. – Eu passei anos esperando por isso e agora que eu tenho você, eu não vou abrir mão de nenhum segundo, entendeu?
Como se eu fosse abrir mão de um milésimo de segundo ao lado dele.
- Te amo, te amo, te amo, te amo, te amo muito, muito, muito – falei.
- Eu te amo muitão!
Mesmo a rua estando meio movimentada, a gente se beijou. Não deu pra resistir. Nós ficamos tempo demais separados para ficarmos com melindres.
- Se cuida, tá? – ele continuou abraçadinho comigo.
- Você também. Pensa em mim?
- A todo segundo, a todo minuto, a toda hora, todos os dias, todas as semanas, todos os meses e todos os anos da minha vida. Eu te amo, Caio.
QUE LIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIINDO!!!
- Eu te amo mais – fiquei com os olhos cheios de lágrimas.
- Meu gostoso!
- Meu perfeitinho.
Mais um beijo. A gente só parou de se beijar porque estávamos atrasados para os respectivos trabalhos.
Com muito custo, eu saí do carro e comecei a andar pelas ruas da Barra da Tijuca. Logo na entrada trombei com o Kléber e ele foi logo perguntando:

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- Posso saber onde você passou a noite?
- Oi? – estranhei.
- O Vinícius mandou eu te entregar isso daqui – ele me passou uma sacola.
- Ah, muito obrigado. Eu te liguei, mas você não atendeu.
- Eu estava no banho. Onde dormiu, hein?
- Curioso você, né? – eu sorri.
- Nossa... Seus olhos brilham. Está apaixonado?
Suspirei. Muito!
- Bastante. Vamos entrar?
Por mais que o Kléber fosse meu amigo, ele estava curioso demais pro meu gosto. No início, eu não dei explicações, mas eu ia falar o que estava acontecendo na hora certa. Ele não deveria ser o primeiro a saber da minha volta com o Bruno.
Fui direto pra loja, bati o crachá e em seguida eu fui me trocar. Enquanto o fazia, eu cantarolei uma música qualquer e isso foi motivo para vários questionamentos:
- Feliz? – perguntou um colega de trabalho.
- Muito – respondi.
- O que houve, hein Caio? Quanta felicidade... – outro colega comentou.
- Pois é. Eu estou feliz!

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As pessoas pareciam se incomodar com a felicidade alheia. Será que eu não tinha o direito de ser feliz uma vez na vida?
- Boa tarde, boa tarde, boa tarde, boa tarde, boa tarde... – cumprimentei a Eduarda e o Jonas.
- Meu Deus... – ela me olhou. – Que alegria é essa?
- Estou feliz, oras bolas. Não posso?

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- Pode sim, mas isso nunca aconteceu antes – Jonas ponderou. – O que foi? Ganhou R$ 2,50 na loteria de novo?
- Mais ou menos isso, mas digamos que eu tirei o prêmio maior.
- Sério? Você ganhou mesmo? – meu gerente não entendeu o trocadilho.
- Claro que não, sua anta – Eduarda riu. – Opa, desculpa. Por um momento esqueci que a gente está no ambiente corporativo. Ele não ganhou na loteria não, mas deve ter ganho outra coisa, não é, Caio?
- É isso aí... Ai, ai. Estou feliz e isso é o que importa. Depois eu conto o que aconteceu. Vou cumprimentar meus pares e vender essa loja toda hoje. Eu estou animado.
- Meu Deus – Jonas riu. – Que essa animação perdure pelo resto da semana e do mês então.
- Com certeza isso vai acontecer. Boa tarde, gente. Até mais ver e qualquer coisa me chamem. Eu estou à disposição.

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Saí andando cantarolando e cumprimentei todos os meus colegas de trabalho. Até no estoque eu dei uma passadinha.
- Boa tarde, rapaziada. Bom trabalho aí pra vocês.
- Valeu, Caio. Pra ti também, mas tu nunca veio aqui antes pra desejar bom trabalho – Diego pensou. – O que aconteceu?
- Nada demais. Eu só estou feliz.
Do estoque eu fui pra linha branca falar com a futura mamãe. Ela estava toda cansadinha, tadinha.
- Boa tarde, boa tarde, linda tarde, magnífica tarde pra gente...
- Nossa, nossa! Viu um passarinho verde?
- Verde não, vi um branco. Tudo bem, amiga? Por que está tão jururu hoje?
- Por nada. Eu só estou com sono. Tenho dormido tanto ultimamente...
- É por causa da gravidez. Aliás, como está o baby?
- Crescendo. Não me dá um pingo de trabalho, né filho? – ela colocou a mão na barriga e olhou pra baixo.
- Que lindo! Queira Deus que ele, ou ela seja assim pra sempre, né?
- E vai ser. Mas me diz, qual o motivo de tanta felicidade?
- Depois eu te conto. É uma longa história.
- Ah... Então o senhor resolveu a sua vida ontem?
- Resolvi – meus olhos se iluminaram e eu sorri. – Resolvi sim. Depois te conto. Bom trabalho, sua linda. Seus lindos, né?
- Bobo. Bom trabalho pra você também.
- Boa tarde, boa tarde, boa tarde, boa tarde, linda tarde, tarde linda, boa terça pra você...
- Creio em Deus Pai, que é isso? Ganhou na Mega Sena? – Janaína me beijou.
- Praticamente. Tudo bem com você? Nossa, como está linda hoje!
- Deixa eu ver se ele está com febre – Janaína colocou a mão na minha testa. – Bebeu logo cedo, Caio?
- Não! Por qual motivo fez essa pergunta?
- Porque você está feliz! Seus olhos brilham. O que houve, hein? Me conta?
- Não posso te contar ainda, mas amanhã eu te falo. Deixa eu trabalhar, que hoje eu vou vender essa loja todinha se preciso for.
- Meu Deus... Qual será o motivo de tanta felicidade? Será que tem alguma coisa a ver com o Bruno???
- Será? – eu fiz login no sistema e acompanhei as minhas montagens.
- Ih, já vi tudo. Fizeram as pazes. Depois quero saber tintim por tintim, hein?
- Não sei! Eu não disse que é isso, disse?
- E precisa dizer? Seus olhinhos dizem por você. Até que enfim criou vergonha nesse focinho de foca.
Focinho de foca... Essa era boa. Resolvi não dar bola para as piadas da minha melhor amiga e fui logo tratando de ligar para os montadores. Aquela seria uma tarde extremamente proveitosa.

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- Oi, meu anjinho mais lindo de todo o mundo – eu me derreti todinho no celular. – Tudo bem?
- Meu príncipe... Agora eu estou ótimo falando com essa voz linda que você tem... Como você está, bebê?
- Morrendo de saudades de você, amor. E você?
- Eu também, meu lindão gostoso! Como está sendo seu trabalho hoje?
- Lindo, maravilhoso. Eu estou vendendo tudo, fechei todas as vendas até agora... Eu estou tão feliz que até desconto eu estou oferecendo!
- Que lindinho – ele deu risada.
- E o seu trabalho, como está?
- Incrível. Eu estou pensando tanto em você, tanto... Que estou até com medo de chamar “Próxima Estação: Caio Monteiro”.
Eu caí na gargalhada. Como ele era fofo, meu Deus.
- Bobo lindo que eu tanto amo – suspirei.
- Mentiroso... Sou eu que te amo mais, tá?
- Na-na-ni-na-não, eu te amo mais, muito mais!
Ficamos nesse impasse por um tempão. Ainda bem que eu estava no meu horário de almoço.
- Preciso desligar, bebê – ele suspirou. – Já acabou o meu café.
- Ah – fiz bico. – Mas vai lá. Você vem me buscar?
- Lógico que eu vou, Caio! Faço questão.
- E você pode me levar lá em casa? Eu queria pegar umas roupas...
- Claro, príncipe. Eu faço o que você quiser, tá bom?
- Seu lindo! Eu te amo, tá?
- Não, eu te amo mais!
- Bobo! Então tchau e até mais tarde.
- Tchau, meu gostoso. Fica com Deus e uma boa tarde, tá?
- Boa tarde, anjo lindo que eu tanto amo.
- Te amo.
- Eu também te amo.
- Saudades.
- Eu também. Vem logo?
- Vou sim, espera só eu sair daqui que eu vou correndo até você!
- Vou contar os segundos pra isso acontecer.
- Eu também, amor. Beijo. Eu te amo.
- Eu te amo mais. Super beijo, meu gatinho.
- Tchau.
- Tchau.
Tivemos que desligar, mas depois de poucos segundos eu recebi uma mensagem com um “Eu Te Amo” seguido de vários corações.
Me derreti todinho e fiquei pensando nele. Por que o tempo estava demorando tanto a passar? Por que ele não chegava logo para me buscar? Por quê?!

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Bastou vê-lo na frente da loja às 22 horas para o meu coração disparar de tanta felicidade. Nós nos olhamos, sorrimos e fomos um de encontro ao outro. Nos abraçamos no meio do corredor do shopping.
- Meu amor... – falei.
- Meu anjo!
- Saudades de você...
- Eu também, meu gostoso, cheiroso, delicioso e lindo como sempre!
- Você que é... Como foi seu dia?
- Longo sem você comigo – Bruno fez bico. – E o seu?
- O meu dia foi vazio sem você e foi imenso também. Eu contei os segundos para te encontrar, sabia?
- É? E eu contei os milésimos de segundo! Ganhei!
- Bobão!
- Vamos, Caio? – Jonas perguntou.
- Ah... Hoje não, Jonas. Obrigado pela oferta. Eu vou para outro lugar...
- Ah, é? – ele olhou pro Bruno. – Então tudo bem...
- Obrigado pela oferta, chefe!
- Disponha. Até amanhã!
- Até...
- Ele é que é seu chefe?
- Uhum – confirmei ao meu namorado. – Ele mesmo. É o Jonas. Muito gente fina.
- Espero que ele não dê em cima de você, hein?
- Ele é hetero, príncipe – eu ri.
- É? Sei não, hein? Acho que ele não é tão convicto assim, mas tudo bem. Eu vou deixar passar, mas ele que não fique com gracinha pra cima de você. Nem ele e nem esse idiotinha do Kléber.
- Ai que fofo você com ciúmes de mim... – fiquei feito uma manteiga que vai ao fogo.
- Caio, anjo da minha vida, eu sou escorpião, eu sou ciumento! Já esqueceu?
- Claro que não. Escorpião é o meu signo preferido, você sabe disso.
- Sei sim, anjo. Ainda bem que você gosta.
- Sabia que era pra mim ser escorpiano também? Eu só sou virgem porque nasci prematuro.
- Você é virgem, bebê? – ele me olhou.
- Sou...
- Relaxa – ele me puxou e falou no meu ouvido. – Hoje à noite a gente dá um jeito nisso, tá?
Abri um sorriso enorme. Como ele era bobo, meu Deus.
- É? Você resolve a situação pra mim?
- Fácil – ele beijou a minha bochecha.
Não paramos de tagarelar um segundo sequer. Enquanto ele dirigia até a minha república, nós literalmente colocamos o assunto em dia e eu falei tudo o que passei durante o tempo que ele ficou fora do país.
- E então eu comecei a namorar com o Carlos.
- Já odeio esse cara – ele bufou.
- Mas aí depois de um tempo, eu o peguei com outra no shopping e acabei com tudo.Dei uma surra no filho da puta na rua, acredita?
- Ah, é? – ele riu. – Quer dizer que o meu amor é bravo, é?
- Muito, amor – confessei. – Eu fiquei uma fera quando eu o vi com outra. E espero que isso não aconteça nunca mais!
- É óbvio que não vai acontecer.
Senti firmeza e relaxei. Continuei contando a minha vida e depois de minutos, ele chegou na minha casa.
- Eu só não vou pedir pra você entrar, porque terei que conversar com o Rodrigo.
- Com o Rodrigo? Por quê?!
- Posso ser sincero?
- Uhum.
- O Rodrigo te odeia, Bruno. E eu vou ter que contar a verdade, vou ter que falar que nós voltamos e ele vai ter que aprender a te respeitar.
Meu namorado abaixou os olhos, a cabeça e ficou triste.
- É tão ruim a gente ser odiado...
- Ô, meu Deus... – eu o puxei e o abracei com força. – Não fica assim, por favor... Eu te amo e eu nunca vou deixar o Rodrigo te ofender, tá bom?
- Promete? – ele deitou a cabeça no meu peito e ficou olhando pra frente.
- Prometo, príncipe. Não fica mais tristinho, por favor.
- Volta logo? Eu não quero ficar longe de você...
- Vou tentar – dei um selinho no meu boy. – Prometo que eu vou tentar. Não saia daqui.
- Eu te espero. Caio?
- Oi?
- Me dá um beijo?
Claro que eu dei, né? Não só um, como vários.
- Eu já volto, bebê – abri a porta e saí do carro.
Ouvi um suspiro e suspirei junto. Eu não queria ficar muito tempo longe do meu amor, por isso, iria falar o mais rápido possível com o Rodrigo e ia voltar pros braços dele.
- Ah – ele foi logo me encarando. – Lembrou que tem casa, é?
- Digow... Irmão... A gente precisa conversar...
- O que foi agora? Veio me falar dele de novo???
- Sim, Rodrigo... Eu e o Bruno voltamos!

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