quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Capitulo 20


Ele ficou mordiscando meu pau por cima da cueca por um longo período.
Eu acho que estava tão assustado que nem me dei conta do que ia acontecer em instantes. Eu não ia ser mais virgem e não ia mais ser motivo de chacota pro Léo... Isso é, se ele ficasse sabendo da verdade, o que provavelmente não ia acontecer...
Eu estava tão excitado que não estava mais aguentando, nem me reconhecendo. Me deixei envolver pela situação e deixei as coisas acontecerem como tinham que acontecer.

Comecei a acariciar seus cabelos e ele entendeu o recado e abaixou a minha cueca até meus joelhos.
Eu estava com muita vergonha, mas com muita vontade que ele continuasse o que tinha começado.
Bruno passou os dedos pelo meio das minhas pernas lentamente. Um arrepio percorreu todo o meu corpo. Aquilo era bom demais...
Sua mão direita o segurou com força e começou a acariciá-lo lentamente. Em seguida, ele deixou meu pau pra cima e eu senti algo quente percorrer toda a sua extensão.
Senti sua respiração na minha pele e aquilo me deixou alucinado. Não conseguia conter minha excitação, o pênis endurecia sem parar e estava começando a latejar.
Fechei meus olhos e senti toda a sua boca envolvê-lo rapidamente. Ele passou a língua em volta da cabecinha do meu pênis e aos poucos, começou a me chupar com muito cuidado.
Conforme ele subia e descia com a boca, eu fui enlouquecendo ainda mais e quando minha glande tocou sua garganta, pensei que ia gozar, mas por sorte não aconteceu.
Não consegui mais me controlar e comecei a gemer de prazer. Eu que pensava que as pessoas não tinham motivos para gemer no sexo, naquele momento entendi que não era possível controlar os impulsos.

Bruno trocou meu pau pelo meu saco. Ora chupava um lado, ora outro. Aquilo foi ainda melhor. Descobri a parte mais sensível ao toque no meu corpo naquele momento.
Se ele continuasse fazendo aquilo por muito tempo, eu não ia conseguir segurar o orgasmo. Parece que ele percebeu o que ia acontecer e muito rapidamente, voltou a me beijar.
Foi um beijo doce, cheio de paixão e cumplicidade. Nossa química estava muito grande naquele momento e eu já não estava sentindo vergonha, muito pelo contrário: todos os meus pudores foram embora em um piscar de olhos.
- Que delícia que você é – ele falou baixinho.
Não soube o que responder então fiquei calado. Nossos corpos estavam suados e nossas peles grudavam sempre que se tocavam. Parecia que saía faísca dos nossos corpos ao mínimo toque que dávamos.
- Eu quero você – ele falou com a voz mais rouca que o normal. – Eu quero você agora!
- Sou todo seu – respondi baixinho.
Ele podia fazer o que quisesse comigo. Eu estava preparado pra tudo...
Pela luz que entrava pela janela, percebi que ele tirou a cueca. O pau do Bruno estava tão duro quanto o meu e estava empinado pro teto. Minha boca ficou cheia de água quando eu o vi pelado pela primeira vez.
Eu queria pegar... Apertar... Sentir seu calor... Sua textura... Seu cheiro... Seu sabor... Seu tesão... Mas aquilo não aconteceu.
Bruno deitou mais uma vez por cima de mim, me beijou e depois disse:
- Você nunca fez isso antes, correto?
- Não – respondi com a voz mais rouca que o natural.
- Então deixa que eu te ensino como faz.
Outro beijo e de novo ele foi descendo até começar a me chupar. Que boca deliciosa ele tinha! Quente, úmida e saborosa. E ele sabia muito bem o que estava fazendo.
Eu gemia a cada segundo que se passava. Meus pulmões estavam trabalhando a todo vapor e meu coração parecia uma bateria de escola de samba de tanto que pulsava.
O garoto sentou na cama e pegou alguma coisa que estava no lençol. Eu só percebi que se tratava de uma camisinha quando ele começou a desenrolar o preservativo no meu sexo.
Depois que eu fiquei totalmente protegido, ele deitou ao meu lado e pediu para eu ficar por cima de seu corpo. Obedeci imediatamente.
- Te quero, Caio – ele disse no meu ouvido.
Eu estava sem ar. O que eu tinha que fazer?
Bitch colocou um potinho de lubrificante na minha mão. Eu fiquei apreensivo e um pouco constrangido.
- Põe bastante nele – ele disse baixinho.
Eu atendi ao seu pedido e sujei a camisinha com o gel.
- Agora põe um pouquinho em mim – ele parecia tímido, mas decidido.
Naquele momento eu fiquei muito sem graça. Por mais que eu quisesse que aquilo acontecesse, fazer aquilo era constrangedor, mas eu fiz...
Coloquei um pouco do gel no meu dedo e passei no meio de suas pernas. Era quente. Diferente. Era gostoso!!!
A mão dele me puxou para um beijo e suas pernas envolveram meu quadril. Aquele era o sinal verde para eu começar?
Totalmente desconsertado, eu tentei penetrá-lo. Confesso que me senti um pouco incomodado quando a cabeça entrou, mas aos poucos, muito aos poucos eu fui me aperfeiçoando nos movimentos.
Parei com medo de ferí-lo ou machucá-lo, mas acho que aquilo não aconteceu, porque ele soltou um gemido que não parecia de dor. Era de prazer...
Quando eu enterrei meu pau todo dentro dele, ele começou a rebolar e eu fiquei louco. Como aquilo podia ser tão bom assim?
- Mete, cachorro. Mete agora! – ele gemeu alto.

Engoli toda a saliva da minha boca. Ela ficou seca e eu estava completamente sem ar e suado.
Cada vez que nossas peles se tocavam, elas ficavam grudadas. Nosso suor se misturou com nosso tesão e a nossa vontade de ficar juntos. Aquele estava sendo o momento mais mágico da minha vida.
Depois de uns minutos, o Bruno começou a gemer muito e me contagiou. Não queria parecer muito pervertido, mas simplesmente não conseguia mais me mascarar. Eu estava amando fazer aquilo e não me fiz de idiota. Aproveitei muito o que estava acontecendo.
Trocamos de posição. Ele deitou de lado e eu continuei o serviço. Vez ou outra, nós trocávamos um beijo. E que beijos eram aqueles...
Eu o abracei e fiquei fazendo carinho no seu pescoço, enquanto beijava sua nuca e continuava a penetração. Nossos gemidos eram incontroláveis, mostrando que nossa química estava explodindo.
Outra posição. Ele ficou de quatro na cama. Eu não estava acreditando que ele fosse tão putinho daquele jeito. Talvez seu apelido não fosse por acaso. Talvez ele fosse mesmo uma “cadela” ou uma “puta”.
Talvez aquela tenha sido a melhor posição, pois eu pude ter controle total de meus movimentos e consegui realizar uma de minhas fantasias sexuais.
Não estávamos falando mais nada. O silêncio só era rompido pela nossa respiração mais que ofegante e nossos gemidos incontroláveis e insanos.
Depois de mais alguns minutos de penetração, eu não estava mais conseguindo tardar o meu orgasmo e anunciei em alto e  bom som:
- Eu vou gozar...
Eu tirei meu pau de dentro dele e fiquei sem saber o que fazer, mas mais uma vez ele tomou as rédeas e ficou ajoelhado na minha frente.
Bruno tirou a camisinha e jogou ao lado da cama, em seguida começiu a mamar minha rola e em poucos segundos o meu leite saiu.
Aquele estava sendo o melhor orgasmo de toda a minha vida. O primeiro que não havia sido provocado pelas minhas mãos. Eu nunca tinha visto tanto esperma sair do meu pênis como naquele dia.
Gemi e gemi muito. Que sensação maravilhosa. Que senação perfeita. Que delícia de transa...
Tudo saiu melhor que nos meus mais belos sonhos de amor. Foi lindo. Foi perfeito. Foi quente. Foi com amor e foi com o carinha que eu estava apaixonado.
Eu sentia que podia tocar a felicidade com as mãos. Aquele foi o primeiro momento desde que eu tinha me mudado para o Rio de Janeiro em que eu estava feliz. Feliz de verdade. Feliz por completo, mas eu mal podia imaginar que aquela felicidade toda estava com os dias contados.
Mesmo ele tendo sugado até a minha última gota de leite, meu pau não relaxou depois do gozo.
Eu caí com um estrondo forte em cima da cama e ele deitou ao meu lado, ofegante.
- Você tem certeza que nunca fez isso antes? – ele perguntou, no meu ouvido.
- Tenho – arfei. – Por quê?
- Você foi maravilhoso – ele me deu um selinho demorado. – Maravilhoso.
Abri um sorriso de satisfação. Será que ele estava sendo sincero ou falou aquilo só pra me deixar tranquilo?
- Você ainda não... – lembrei.
- Quem disse?
Ele pegou a minha mão e levou até o meio de suas pernas. Eu senti algo gosmento nos meus dedos.
- Mas...
- Você fez isso – ele me deu outro selinho. – E eu nem precisei encostar nele.
Minha pele esquentou ainda mais. Aos poucos meus batimentos cardíacos estavam voltando ao normal e eu já respirava normalmente.
O pênis do Bruno também estava duro e eu fiquei brincando com ele. Queria experimentar.
- Gosta? – ele perguntou.
- Gosto – confessei.
Ele não tinha quase nenhum pelo e aquilo me deixou encucado. Será que ele não gostava?
- Eu nunca tinha segurado antes – confessei.
- Agora você vai poder segurar quantas vezes você quiser...
Nos beijamos e eu senti o gosto do meu esperma em sua boca. Estava salgado e confesso que senti um pouco de nojo.
- Você já está assim de novo? – ele segurou na minha vara.
- Continuo assim – respondi com um pouco de vergonha. – Ele ainda não abaixou...
- Isso significa que ele quer mais.
Bruno voltou a me mamar, mas daquela vez ele foi mais safado. Meu pau estava muito sensível por causa do orgasmo que tinha tido minutos antes e conforme ele me chupava, eu me contorcia na cama.
Forcei a cabeça dele pra baixo e ele ficou brincando com a língua. Se continuasse daquele jeito eu ia gozar de novo.
E foi o que aconteceu. Ele só se contentou quando eu jorrei meu leitinho de novo na sua garganta.
- Delícia – ele me beijou.
O gosto estava ainda mais forte.
Eu estava me sentindo mal porque só ele fazia as coisas comigo e eu ainda não tinha feito nada, a não ser tocado no pau dele.
- Eu quero...
Ele me puxou para um beijo e enfiou os dedos no meio dos meus cabelos. Nossos paus ficaram se roçando sem parar.
- Você quer o quê?
- Fazer com você também...
Ele deitou de barriga pra cima e eu imitei os gestos que ele havia feito minutos antes. Comecei beijando o pescoço e fui descendo aos poucos.
Quando cheguei no local desejado, senti o cheiro dele invadir minhas narinas. Era algo que eu nunca tinha sentido antes e aquilo só me deixou mais excitado do que eu já estava.
Brinquei com meu dedo e quando me senti preparado, passei a língua por todos os lados, até colocar tudo dentro da boca.
Estava muito duro e com a cabeça molhada. Eu não me fiz de rogado e chupei até o final. Não era muito grande, por isso eu não tive muita dificuldade.
Ele gemeu muito alto. Parecia gostar do que eu estava fazendo. Quando menos esperei suas duas mãos estavam na minha cabeça e ele a forçou pra baixo.
Eu senti a cabeça do pau do Bruno rasgar a minha garganta e fiquei completamente sem ar e com vontade de vomitar, mas me segurei firme e continuei o que tinha começado.
Se ele tinha me dado prazer duas vezes, eu tinha que retribuir na mesma moeda. Quando percebi que ele ia gozar, não consegui ficar com ele dentro da boca e me livrei a tempo.
Os jatos voaram pelo meu rosto e desceram até o meu peito. Fiquei me sentindo um completo maníaco sexual.
Ele limpou meu rosto com carinho e nós nos abraçamos, exaustos e sem forças. Aquele era o melhor dia da minha vida.
- Te amo, Caio – ele disse no meu ouvido.
- Eu te amo também, Bruno...
A gente ficou abraçadinho por muito tempo e eu já estava quase dormindo quando ouvi uma voz feminina gritar no piso de baixo:

- BRUNO? CADÊ VOCÊ?
Eu dei um pulo de susto. Nós estávamos fritos...
- É a minha avó – ele riu. – Fica calmo.
- Mas...
- Fica tranquilo, amor. Eu vou descer pra falar com ela e já volto.
O que eu ia fazer? Que explicação eu ia dar pra avó dele? E se ela visse a situação que estava o quarto do Bruno?
Ele acendeu a luz e eu o vi pelado com nitidez. Que corpinho gostoso ele tinha. Seus olhos percorreram o meu corpo e ele mordeu os lábios. Meu pau estava duro novamente.
- Você é muito gostoso – ele falou.
- Tá me deixando sem graça, Bi...
- É a verdade.
Ele começou a se vestir. Eu coloquei as mãos no meio das minhas pernas. Que vergonha!!!
- BRUNO?
- TÔ AQUI, VÓ. JÁ VOU DESCER...

Depois que ele se vestiu, destrancou a porta e passou a chave pelo lado de fora. Me senti um pouco aliviado. pelo menos a avó dele não ia antrar ali e ver tudo aquilo...
Aproveitei que ele não estava no quarto e comecei a me vestir. Mesmo tendo chegado ao ápice duas vezes aquela noite, eu ainda não estava satisfeito e queria mais, muito mais. Talvez fosse reflexo de 17 anos sem fazer sexo.
O Bruno demorou pra voltar e quando apareceu, eu já estava arrumado e pronto pra ir embora. Quando ele me olhou, fez um biquinho lindo e disse:
- Pensei que ia te ver pelado de novo.
Eu o agarrei pela cintura e uni os nossos corpos.
- Você quer ver?
- Claro que quero.
Nos beijamos. Foi um beijo muito longo e apaixonado.

- Mas já está tarde – eu disse. – Preciso ir embora...
- Não é nem 22 horas ainda, amor...
Sorri. Eu queria ficar com ele todo o tempo que fosse possível.
- Fica mais um pouco? – ele mordeu meu lábio.
Não resisti.
- Fico – falei. – E a sua avó?
- Ah, ela vai dormir daqui há pouco, não se preocupe.
Outro beijo, ainda mais apaixonado. Meu tesão estava me enlouquecendo.
- Acho que tem alguém querendo brincar – ele começou a abrir o meu zíper.
Bruno caiu de boca ali mesmo. Ele abaixou a minha calça e a minha cueca e enquanto me chupava, ficou olhando nos meus olhos.
Eu gemi baixinho, uma vez que sua avó havia chegado da missa e não queria que ela nos descobrisse, mas a minha vontade era de urrar de tanto prazer que estava sentindo.
Ele era cada vez melhor, cada vez mais safado e cada vez mais intenso. Gozei pela terceira vez em sua boca.
Ele me abraçou com ternura e deitou a cabeça no meu ombro. Que felicidade eu estava sentindo...
- Te amo, bebê – ele disse.
Eu ergui a cabeça dele e nós nos olhamos.
- Eu te amo também. Te amo desde a primeira vez que te vi na central...
Nos beijamos. Como era bom ter o Bruno nos meus braços e saber que ele tinha sido meu.
- Estou muito feliz, amor – ele comentou.
- Eu também. Você me faz esquecer todos os meus problemas.
- Você também me faz esquecer os meus.
Nos beijamos de novo.
- Vem – ele me puxou pela mão e me conduziu até a cama, mas antes, tirou tudo o que estava sobre o colchão e forrou um lençol e um edredom limpos.
- Ainda hoje eu dou um jeito nisso.
- Quer ajuda?
- Não precisa, amor.
Nos deitamos e ficamos abraçadinhos. Ele deitou a cabeça no meu ombro e eu fechei os olhos.
- Você gostou? – ele perguntou.
- Muito. Foi muito melhor do que eu jamais poderia imaginar.
- Que bom. Eu também gostei muito. Você foi perfeito.
- Tá falando isso só pra me alegrar, né?
- Não – ele me olhou nos olhos. – É sério. Fazia tempo que eu não me sentia tão bem assim. Foi muito bom, amor.
Que alívio... Pensei que a minha primeira vez ia ser um tremendo desastre.
Rolou um beijo, outro e mais outro, e mais outro e mais outro e quando eu olhei no relógio, quase tive um troço. Quase meia noite.
- Preciso ir – falei. – Está muito tarde.
Ele fez bico novamente.
- Por que não dorme aqui?
- Não posso, amor. Amanhã tem aula cedo e eu não trouxe nada... E os meninos podem ficar preocupados comigo...
- Promete que dorme aqui no próximo final de semana?
- Prometo. Durmo quantas vezes você quiser, meu lindão.
Outro beijo.
- Vou te levar até a estação...
- Não precisa...
- Precisa sim. Não vou deixar meu namorado andar sozinho na rua essa hora...
Meus olhos brilharam e meu coração disparou. Ele tinha dito aquilo mesmo?
- Hã?
- O que foi? Você não quer ser meu namorado?
E ele tinha dúvidas?
- É claro que eu quero!!!
Ele me beijou mais uma vez.
- E você? Quer namorar comigo? – perguntei, timidamente,
- É tudo que eu mais quero nesse mundo.
Nós nos beijamos de novo.
- Te amo – dissemos juntos e depois rimos.
Meu garoto dos olhos azuis estava sendo muito lindo comigo. Eu jamais imaginei que aquilo fosse acontecer daquela forma.
- Vamos, amor... Senão eu perco o último metrô e me lasco!
- Vamos, né? Fazer o quê?
A gente saiu do quarto bem devagar. Não podíamos fazer barulho. Quando cheguei na rua, senti o mormaço me envolver e respirei fundo. Que noite perfeita!


Como a rua estava sem nenhum movimento, a gente andou de mãos dadas até a estação de metrô.

- Não quero me despedir de você – ele falou.
- Eu também não... – eu queria ficar com ele.
Não me segurei e dei um beijo rápido nele.
- Assim é que eu gosto – ele abriu um sorriso lindo.
- A gente se fala amanhã, anjo.
- Que lindo...
Outro beijinho.
- Amanhã de manhã quando acordar, quero receber uma mensagem sua – ele pediu.
- Vai receber várias – prometi.
- Então até amanhã, vai com Deus e toma cuidado, tá bom?
- Pode deixar, bebê. Você também.
Mais um beijo.
- Vou indo, senão não consigo me desgrudar de você.
Eu tentei descer as escadas rolantes, mas nossas mãos estavam unidas e ele não permitiu.
- Não esquece que eu te amo, tá bom?
Que fofo!
- Eu te amo também, Bruno.
Nossos olhos estavam unidos como de costume e aos poucos, nossos dedos se separaram e eu comecei a descer. Só parei de olhar pra ele quando eu desapareci no subsolo.
Eu estava rindo à toa. Não era mais virgem e minha primeira noite de amor tinha sido impecável. A única coisa que ficou faltando foi experimentar o outro lado da moeda, mas não iriam faltar oportunidades. Pelo menos era aquilo que eu achava.
Tive sorte em pegar o último trem, que estava completamente vazio. Enquanto ia pra casa, fiquei pensando em tudo o que havia acontecido. Não seria mesmo um sonho?
Não, não era sonho. Tudo tinha mesmo acontecido. Era real. Vida real que parecia conto de fadas. Seria surrealidade?

Caminhei lentamente pelas calçadas do bairro do Catete. Não sei quanto tempo demorei para chegar na minha casa, mas também não estava me importando. Minha felicidade não ia ser abalada por nada naquele momento.

Antes mesmo de colocar a chave no portão, o meu celular tocou. Era uma mensagem do meu namorado que dizia:
“Você me proporcionou a melhor noite da minha vida. Eu te amo para sempre!”

Meus olhos enxeram de lágrimas. Aquela era a melhor noite da minha vida também e eu nunca seria capaz de esquecê-la.
A república estava escura, provavelmente os marmanjos já estavam dormindo. Eu acendi a luz da sala e fui até meu quarto, mas me enganei no meu raciocínio pois o Rodrigo estava rodeado de materiais em sua cama.
- Porra, finalmente chegou, hein? Já estava ficando preocupado.
Não respondi. Acho que ele percebeu a minha felicidade, pois logo foi comentando:
- Nossa, a noite foi boa, hein?
- Maravilhosa – caí de costas na cama e abri um sorriso.
- Safadinho...
Não respondi de novo. Meu coração batia forte. Eu estava leve, tranquilo, contente...
- Me conta quem é?
- Nem pensar.
- Sinal que eu conheço...
- Um dia eu posso te contar...
- Estão namorando?
Contar ou não contar? Fiquei em dúvida, mas resolvi não arriscar.
- Não.
- Imagina se estivessem, hein?
- Não me torra, pô. Deixa eu curtir a minha felicidade...
- Nunca tinha te visto tão contente. Que bom, fico feliz por você.
- Muito obrigado.
Depois de uns minutos, eu levantei, peguei minha toalha e fui tomar banho. A água quente me fez relaxar ainda mais. Meus olhos estavam pesados e minhas pernas molengas. Eu precisava dormir, mas antes de ir pra cama, bati uma pensando no meu gatinho.
Acho que a perca da virgindade me fez perder também a vergonha, porque pela primeira vez desde a minha mudança para aquela casa, eu fiquei pelado na frente do Rodrigo.
Deitei e coloquei o lençol até a cintura. Bastou fechar meus olhos para me ver junto do Bruno, mas daquela vez em um mundo de faz de conta, mas que nem por isso deixou de fazer parte da minha realidade.

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