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ó conseguimos controlar a nossa libido depois do 3º orgasmo.
Bruno e eu estávamos praticamente incontroláveis e segundo o que ele me disse, desde o término do nosso namoro ele não tinha transado com mais ninguém, mas eu não sabia se aquilo era verdade.
- Eu te amo muito – ele falou depois que paramos de nos beijar.
- Eu também.
- Obrigado por ter aceitado voltar comigo...
- Eu vou ser bem sincero com você: eu voltei, mas se houver qualquer deslize de sua parte por menor que seja, pode me dar adeus para sempre.
- Não vai ter nenhum deslize de minha parte, pode ter certeza disso – ele parecia muito sincero, mas eu fiquei com os dois pés atrás.
- Assim espero!
- Me dá um beijo? – ele pediu com a voz bem baixinha.
- Só um?
Nos beijamos uma, duas, três, inúmeras vezes e acabamos transando de novo. Não sei se era por causa da idade, mas o Bruno e eu não estávamos conseguindo nos segurar por muito tempo e mesmo depois do ápice, sempre queríamos mais.
- Não posso mais – eu respondi, sem fôlego. – Eu tenho que trabalhar!
- Ainda é cedo...
- Que horas são?
- 22:30...
- Já? – me espantei. – Eu tinha que ter ido para a academia com o Rodrigo...
- Ah, amor... Uma vez que você faltar ninguém vai morrer, né?
- E você tinha que ter ido para a escola também...
- Não tô nem aí – ele me deu um selinho.
A verdade foi que eu não vi o tempo passar. Sempre que eu estava junto do meu amor, as horas voavam e eu não notava nada acontecer.
- Não é assim, amor – eu reclamei. – Tem que estudar.
- Um dia só... Não tem problema!
- Mas eu me sinto culpado.
- Você é muito politicamente correto. Qual seu signo mesmo?
- Já esqueceu o meu aniversário? – fiquei chateado.
- Desculpa, amor, é que eu não sou muito ligado em datas...
- Sou virginiano – respondi a pergunta.
- Ah! É por isso que você é tão metódico desse jeito... Tão certinho!
- Alguma coisa contra? Fala que a gente pode terminar agora – eu brinquei e puxei ele para outro beijo.
- Claro que não, palhaço. Eu não quero terminar com você nunca mais!
- Nem eu.
Mais um beijo. Era bom demais poder ficar com o Bruno nos meus braços novamente. Parecia até um sonho.
- Eu preciso mesmo ir – falei.
- Tem certeza?
- Infelizmente tenho sim. Eu poderia tomar um banho?
Meu corpo estava grudando de tanto suor.
- Claro que pode, mas com uma condição.
- Qual?
- Se você deixar eu tomar com você!
- Não precisa nem pedir duas vezes...
Outro beijo. Tive que me controlar porque do jeito que as coisas iam, nós íamos parar nos finalmentes novamente.
- Não posso – dei um sorrisinho e arranhei as costas dele. – Eu vou me atrasar se não correr...
- Então vem comigo.
O Bruno me conduziu até o banheiro e nós tomamos nosso primeiro banho juntos. Enquanto a água caía, ele passou sabonete em todo o meu corpo e acabou me chupando pela última vez naquele dia.
- Safado – eu gemi baixinho.
- Adoro – ele falou.
Quase não ejaculei. O líquido saiu ralo e quase transparente. As minhas forças estavam literalmente esgotadas e eu não tinha ânimo para mais nada.
- Preciso ir, Bruno – reclamei.
- Só mais uma?
- Nem meia – eu dei risada e puxei ele para um beijo. – Quer que me demitam?
- Claro que não!
Outro beijo e mais outro, e mais outro...
- Te amo! – falamos juntos.
Aquele “te amo” foi motivo para mais um beijo apaixonado.
- Preciso mesmo ir – falei em definitivo. – Você me acompanha?
- Claro que sim...
A gente se vestiu e em seguida saímos do quarto. Para evitar qualquer tipo de transtorno com a avó, o Bruno levou a chave do quarto quando saiu de casa.
- Assim eu fico mais tranquilo – ele me explicou.
- Está certíssimo.
Mas a Dona Terezinha nem acordada estava. A casa estava completamente escura e silenciosa, o que facilitou a minha saída sem causar nenhum problema para o Bruno.
- Ela sabe de nós dois? – eu quis saber.
- Aham.
- Você é doido? – eu fiquei abismado.
- Minha vó e uma das poucas que me apoia sabia?
- Ah, é? Jura?
- Sim. Ela deixa eu trazer meus namorados aqui sem nenhum problema.
- Seus namorados? – eu repeti.
- É claro que agora eu só tenho você, né?
- Assim espero!
- Juro por Deus...
- E quantos namorados você já teve, posso saber?
- Alguns – as bochechas ficaram vermelhas.
- Alguns quantos?
- Acho que uns cinco.
- CINCO?
Uma moça que estava na nossa frente olhou para trás.
- É – ele riu. – Mas foi tudo coisa passageira...
- É tô vendo. Com 16 anos já teve cinco namorados... Eu estou bem atrasado.
- Não está não, seu bobo – ele jogou o corpo para cima de mim. – Eu até estou começando a duvidar que você era virgem, viu?
- Fala baixo, menino... Eu era sim!
- Não parece, porque você sabe fazer muito bem.
- Já ouviu falar em instinto?
- Já...
- Pois é. Deve ser instinto.
- Posso fazer uma pergunta?
- Pode.
- Você ficou com alguém enquanto a gente ficou separado?
Por que ele tinha que fazer aquela pergunta? Era justamente nesse ponto que eu queria que ele não chegasse.
- Não – não consegui falar a verdade. O que ele ia pensar de mim?
- Ah, que bom. Fico mais tranquilo em saber que eu ainda sou seu único homem!
Quando ele falou aquela frase eu me senti péssimo por estar mentindo, mas não tinha a menor coragem de abrir o jogo sobre o Vinícius.
- Sempre – eu engoli em seco.
- Que lindo!
- Cheguei...
A estação de metrô de Ipanema estava movimentada aquela noite. Eu suspirei só de pensar que a gente tinha que se despedir.
- Agora é a hora chata – eu falei.
- É... Queria ficar com você mais um pouco...
- Também, Bruno. Eu também quero, mas...
- O dever te chama – ele revirou os olhos.
- Isso – eu dei um sorriso. – O dever me chama.
- Saco!
- Acho que eu nunca te contei isso...
- O quê?
- Adivinha o nome do meu supervisor?
- Hum... Não me diga que ele é meu xará?
- Não, mas quase. Ele se chama Breno.
- Ah, é? E ele é bonito?
Fechei a cara na hora e senti vontade de dar um murro no focinho dele. Sem vergonha!
- Brincadeirinha, amor – ele caiu na gargalhada.
- Idiota – eu estava com ciúmes. – Olha essas suas brincadeiras, hein?
- Desculpa. Não vai mais acontecer.
- Respondendo a sua pergunta: ele é horroroso. Gordo, cabelo ensebado, barbudo, de óculos e se veste muito mal.
- Credo que horror... E ainda por cima você trabalha de madrugada, deve ser assustador.
- Para de ser preconceituoso!
- Foi você mesmo que disse que ele é horroroso.
- Me perdoa, Deus – eu olhei pro céu. – Porém ele é uma excelente pessoa.
- Que bom, pelo menos uma quelidade ele tem que ter.
- Ele tem sim. Bruno eu tenho que ir, já estou pra lá de atrasado.
Meu namorado fez um biquinho lindo e me deu um abraço bem caloroso.
- Obrigado por ser tão perfeito – ele falou no meu ouvido.
- Obrigado por você existir.
- Te amo.
- Eu te amo também.
Só não dei um beijo na boca daquela cara de anjo porque a rua estava abarrotada de pessoas.
- Amanhã de manhã eu te ligo, tá bom?
- Vou ficar esperando – falei e comecei a andar.
- Bom trabalho.
- Obrigado. Bom descanso. Sonha comigo.
- Pode ter certeza que sim!
Ele me mandou um beijo e eu fiquei nas nuvens. Ter reatado meu namoro estava me fazendo muito bem. Nem dos meus problemas eu estava me lembrando mais. Só o que eu conseguia pensar era nele e em tudo o que aconteceu naquela noite perfeita.
Quando olhei o meu celular, vi quatro ligações perdidas do Rodrigo e várias mensagens de texto não lidas.
- O que aconteceu com você? – ele reclamou quando atendeu o celular.
- Desculpa, Rodrigo – eu me lamentei. – Eu acabei perdendo a noção do tempo.
- O Felipe perguntou de você. E aliás, o que aconteceu para você ter faltado no treino?
- Eu voltei com o Bruno!
Silêncio.
- Voltou? – a voz dele ficou mais grossa que antes.
- Voltei – eu sorri e suspirei com os olhos fechados. – Não consegui me segurar.
- Aleluia, aleluia, aleluia... – ele cantou.
- Besta – eu ri. – Por isso eu não fui para a academia.
- Ah, está mais que explicado... Amanhã você vai, né?
- Claro. Claro que sim...
- Acho bom. Não gosto de treinar sozinho.
- Eu sei que você me ama, mas você tem que aprender a se virar sozinho, cara – eu brinquei.
- Ah, pelo amor de Deus, depois dessa eu vou até desligar, viu? – ele riu.
- Brincadeira. Liguei só para dar uma satisfação e pedir desculpas por não ter avisado nada.
- Tranquilo. Eu fiquei preocupado, mas agora eu entendi tudo.
- Que bom. Obrigado, você é um amigão.
- Disponha. Bom trampo aí.
- Valeu. Cuida bem do meu notebook.
- Ah, pode deixar. Irei fazer companhia pra ele.
- Cuide bem dele – repeti.
- Deixa comigo.
Bruno e eu estávamos praticamente incontroláveis e segundo o que ele me disse, desde o término do nosso namoro ele não tinha transado com mais ninguém, mas eu não sabia se aquilo era verdade.
- Eu te amo muito – ele falou depois que paramos de nos beijar.
- Eu também.
- Obrigado por ter aceitado voltar comigo...
- Eu vou ser bem sincero com você: eu voltei, mas se houver qualquer deslize de sua parte por menor que seja, pode me dar adeus para sempre.
- Não vai ter nenhum deslize de minha parte, pode ter certeza disso – ele parecia muito sincero, mas eu fiquei com os dois pés atrás.
- Assim espero!
- Me dá um beijo? – ele pediu com a voz bem baixinha.
- Só um?
Nos beijamos uma, duas, três, inúmeras vezes e acabamos transando de novo. Não sei se era por causa da idade, mas o Bruno e eu não estávamos conseguindo nos segurar por muito tempo e mesmo depois do ápice, sempre queríamos mais.
- Não posso mais – eu respondi, sem fôlego. – Eu tenho que trabalhar!
- Ainda é cedo...
- Que horas são?
- 22:30...
- Já? – me espantei. – Eu tinha que ter ido para a academia com o Rodrigo...
- Ah, amor... Uma vez que você faltar ninguém vai morrer, né?
- E você tinha que ter ido para a escola também...
- Não tô nem aí – ele me deu um selinho.
A verdade foi que eu não vi o tempo passar. Sempre que eu estava junto do meu amor, as horas voavam e eu não notava nada acontecer.
- Não é assim, amor – eu reclamei. – Tem que estudar.
- Um dia só... Não tem problema!
- Mas eu me sinto culpado.
- Você é muito politicamente correto. Qual seu signo mesmo?
- Já esqueceu o meu aniversário? – fiquei chateado.
- Desculpa, amor, é que eu não sou muito ligado em datas...
- Sou virginiano – respondi a pergunta.
- Ah! É por isso que você é tão metódico desse jeito... Tão certinho!
- Alguma coisa contra? Fala que a gente pode terminar agora – eu brinquei e puxei ele para outro beijo.
- Claro que não, palhaço. Eu não quero terminar com você nunca mais!
- Nem eu.
Mais um beijo. Era bom demais poder ficar com o Bruno nos meus braços novamente. Parecia até um sonho.
- Eu preciso mesmo ir – falei.
- Tem certeza?
- Infelizmente tenho sim. Eu poderia tomar um banho?
Meu corpo estava grudando de tanto suor.
- Claro que pode, mas com uma condição.
- Qual?
- Se você deixar eu tomar com você!
- Não precisa nem pedir duas vezes...
Outro beijo. Tive que me controlar porque do jeito que as coisas iam, nós íamos parar nos finalmentes novamente.
- Não posso – dei um sorrisinho e arranhei as costas dele. – Eu vou me atrasar se não correr...
- Então vem comigo.
O Bruno me conduziu até o banheiro e nós tomamos nosso primeiro banho juntos. Enquanto a água caía, ele passou sabonete em todo o meu corpo e acabou me chupando pela última vez naquele dia.
- Safado – eu gemi baixinho.
- Adoro – ele falou.
Quase não ejaculei. O líquido saiu ralo e quase transparente. As minhas forças estavam literalmente esgotadas e eu não tinha ânimo para mais nada.
- Preciso ir, Bruno – reclamei.
- Só mais uma?
- Nem meia – eu dei risada e puxei ele para um beijo. – Quer que me demitam?
- Claro que não!
Outro beijo e mais outro, e mais outro...
- Te amo! – falamos juntos.
Aquele “te amo” foi motivo para mais um beijo apaixonado.
- Preciso mesmo ir – falei em definitivo. – Você me acompanha?
- Claro que sim...
A gente se vestiu e em seguida saímos do quarto. Para evitar qualquer tipo de transtorno com a avó, o Bruno levou a chave do quarto quando saiu de casa.
- Assim eu fico mais tranquilo – ele me explicou.
- Está certíssimo.
Mas a Dona Terezinha nem acordada estava. A casa estava completamente escura e silenciosa, o que facilitou a minha saída sem causar nenhum problema para o Bruno.
- Ela sabe de nós dois? – eu quis saber.
- Aham.
- Você é doido? – eu fiquei abismado.
- Minha vó e uma das poucas que me apoia sabia?
- Ah, é? Jura?
- Sim. Ela deixa eu trazer meus namorados aqui sem nenhum problema.
- Seus namorados? – eu repeti.
- É claro que agora eu só tenho você, né?
- Assim espero!
- Juro por Deus...
- E quantos namorados você já teve, posso saber?
- Alguns – as bochechas ficaram vermelhas.
- Alguns quantos?
- Acho que uns cinco.
- CINCO?
Uma moça que estava na nossa frente olhou para trás.
- É – ele riu. – Mas foi tudo coisa passageira...
- É tô vendo. Com 16 anos já teve cinco namorados... Eu estou bem atrasado.
- Não está não, seu bobo – ele jogou o corpo para cima de mim. – Eu até estou começando a duvidar que você era virgem, viu?
- Fala baixo, menino... Eu era sim!
- Não parece, porque você sabe fazer muito bem.
- Já ouviu falar em instinto?
- Já...
- Pois é. Deve ser instinto.
- Posso fazer uma pergunta?
- Pode.
- Você ficou com alguém enquanto a gente ficou separado?
Por que ele tinha que fazer aquela pergunta? Era justamente nesse ponto que eu queria que ele não chegasse.
- Não – não consegui falar a verdade. O que ele ia pensar de mim?
- Ah, que bom. Fico mais tranquilo em saber que eu ainda sou seu único homem!
Quando ele falou aquela frase eu me senti péssimo por estar mentindo, mas não tinha a menor coragem de abrir o jogo sobre o Vinícius.
- Sempre – eu engoli em seco.
- Que lindo!
- Cheguei...
A estação de metrô de Ipanema estava movimentada aquela noite. Eu suspirei só de pensar que a gente tinha que se despedir.
- Agora é a hora chata – eu falei.
- É... Queria ficar com você mais um pouco...
- Também, Bruno. Eu também quero, mas...
- O dever te chama – ele revirou os olhos.
- Isso – eu dei um sorriso. – O dever me chama.
- Saco!
- Acho que eu nunca te contei isso...
- O quê?
- Adivinha o nome do meu supervisor?
- Hum... Não me diga que ele é meu xará?
- Não, mas quase. Ele se chama Breno.
- Ah, é? E ele é bonito?
Fechei a cara na hora e senti vontade de dar um murro no focinho dele. Sem vergonha!
- Brincadeirinha, amor – ele caiu na gargalhada.
- Idiota – eu estava com ciúmes. – Olha essas suas brincadeiras, hein?
- Desculpa. Não vai mais acontecer.
- Respondendo a sua pergunta: ele é horroroso. Gordo, cabelo ensebado, barbudo, de óculos e se veste muito mal.
- Credo que horror... E ainda por cima você trabalha de madrugada, deve ser assustador.
- Para de ser preconceituoso!
- Foi você mesmo que disse que ele é horroroso.
- Me perdoa, Deus – eu olhei pro céu. – Porém ele é uma excelente pessoa.
- Que bom, pelo menos uma quelidade ele tem que ter.
- Ele tem sim. Bruno eu tenho que ir, já estou pra lá de atrasado.
Meu namorado fez um biquinho lindo e me deu um abraço bem caloroso.
- Obrigado por ser tão perfeito – ele falou no meu ouvido.
- Obrigado por você existir.
- Te amo.
- Eu te amo também.
Só não dei um beijo na boca daquela cara de anjo porque a rua estava abarrotada de pessoas.
- Amanhã de manhã eu te ligo, tá bom?
- Vou ficar esperando – falei e comecei a andar.
- Bom trabalho.
- Obrigado. Bom descanso. Sonha comigo.
- Pode ter certeza que sim!
Ele me mandou um beijo e eu fiquei nas nuvens. Ter reatado meu namoro estava me fazendo muito bem. Nem dos meus problemas eu estava me lembrando mais. Só o que eu conseguia pensar era nele e em tudo o que aconteceu naquela noite perfeita.
Quando olhei o meu celular, vi quatro ligações perdidas do Rodrigo e várias mensagens de texto não lidas.
- O que aconteceu com você? – ele reclamou quando atendeu o celular.
- Desculpa, Rodrigo – eu me lamentei. – Eu acabei perdendo a noção do tempo.
- O Felipe perguntou de você. E aliás, o que aconteceu para você ter faltado no treino?
- Eu voltei com o Bruno!
Silêncio.
- Voltou? – a voz dele ficou mais grossa que antes.
- Voltei – eu sorri e suspirei com os olhos fechados. – Não consegui me segurar.
- Aleluia, aleluia, aleluia... – ele cantou.
- Besta – eu ri. – Por isso eu não fui para a academia.
- Ah, está mais que explicado... Amanhã você vai, né?
- Claro. Claro que sim...
- Acho bom. Não gosto de treinar sozinho.
- Eu sei que você me ama, mas você tem que aprender a se virar sozinho, cara – eu brinquei.
- Ah, pelo amor de Deus, depois dessa eu vou até desligar, viu? – ele riu.
- Brincadeira. Liguei só para dar uma satisfação e pedir desculpas por não ter avisado nada.
- Tranquilo. Eu fiquei preocupado, mas agora eu entendi tudo.
- Que bom. Obrigado, você é um amigão.
- Disponha. Bom trampo aí.
- Valeu. Cuida bem do meu notebook.
- Ah, pode deixar. Irei fazer companhia pra ele.
- Cuide bem dele – repeti.
- Deixa comigo.
- Me perdoa o atraso – eu fiquei até
sem ar de tão rápido que eu andei.
- Da próxima leva advertência – ele falou, sem tirar os olhos da tela do computador.
- São só três minutos! – me revoltei.
- Não me importa. Você tem que estar aqui meia noite e não meia noite e três.
- Não vai mais acontecer – fechei a cara e fui até a minha PA.
- Bom dia, Caio – Aline me cumprimentou com aquele jeitinho de sempre.
- Bom dia – respondi de mau humor.
- Ih, já vi que está de mal humorado.
- Ainda bem que você notou.
Mas o meu estresse passou rápido porque em seguida eu relembrei os momentos lindos que passei ao lado do meu amor e toda a raiva que estava dentro de mim foi dissipada.
Tudo o que eu queria naquele momento era que as coisas dessem certo. Eu estava na torcida e principalmente na expectativa para que tudo, absolutamente tudo fosse diferente com relação ao meu namoro.
Eu queria que ele me respeitasse, que gostasse de mim de verdade e que acima de tudo, aprendesse a se controlar.
Contudo, se o Bruno tinha que se controlar, eu tinha que me controlar ainda mais. Eu vivia rodeado de rapazes bonitos e podia cair em tentação a qualquer momento.
Principalmente com relação ao Vinícius... Que macho gostoso! Eu ia ter que aprender a dizer não e frear meus impulsos sexuais. Definitivamente eu não podia me dar ao luxo de transar com ele todas as vezes que eu o visse de cueca branca. Seria safadeza demais e eu tinha que diferenciar liberdade de libertinagem...
- Pensando na morte da bezerra – Geruza me perguntou.
Por que todos da minha equipe queriam saber em que eu pensava? Primeiro a Aline e depois aquela garota...
- Pois é – respondi, sem fitá-la.
Talvez ela só quisesse puxar assunto e eu acabei não dando vazão para conversa.
- Alguém viu a novela? – Aline perguntou.
- Eu vi, amiga – Geruza respondeu.
- Ai que arraso – ela virou para começarem a conversar.
Era muito irritante ficar ouvindo a Aline falar daquela novela a todo momento. Eu estava cogitando a possibilidade de pedir ao Breno que me trocasse de lugar só para não ouvir aquele papo chato.
Dava graças a Deus quando o horário de ir embora aparecia. Era o melhor momento do dia. Não que eu não gostasse da minha equipe, muito pelo contrário, o problema era a infantilidade de algumas pessoas e a curiosidade de outras. Aquilo me deixava enlouquecido.
- Da próxima leva advertência – ele falou, sem tirar os olhos da tela do computador.
- São só três minutos! – me revoltei.
- Não me importa. Você tem que estar aqui meia noite e não meia noite e três.
- Não vai mais acontecer – fechei a cara e fui até a minha PA.
- Bom dia, Caio – Aline me cumprimentou com aquele jeitinho de sempre.
- Bom dia – respondi de mau humor.
- Ih, já vi que está de mal humorado.
- Ainda bem que você notou.
Mas o meu estresse passou rápido porque em seguida eu relembrei os momentos lindos que passei ao lado do meu amor e toda a raiva que estava dentro de mim foi dissipada.
Tudo o que eu queria naquele momento era que as coisas dessem certo. Eu estava na torcida e principalmente na expectativa para que tudo, absolutamente tudo fosse diferente com relação ao meu namoro.
Eu queria que ele me respeitasse, que gostasse de mim de verdade e que acima de tudo, aprendesse a se controlar.
Contudo, se o Bruno tinha que se controlar, eu tinha que me controlar ainda mais. Eu vivia rodeado de rapazes bonitos e podia cair em tentação a qualquer momento.
Principalmente com relação ao Vinícius... Que macho gostoso! Eu ia ter que aprender a dizer não e frear meus impulsos sexuais. Definitivamente eu não podia me dar ao luxo de transar com ele todas as vezes que eu o visse de cueca branca. Seria safadeza demais e eu tinha que diferenciar liberdade de libertinagem...
- Pensando na morte da bezerra – Geruza me perguntou.
Por que todos da minha equipe queriam saber em que eu pensava? Primeiro a Aline e depois aquela garota...
- Pois é – respondi, sem fitá-la.
Talvez ela só quisesse puxar assunto e eu acabei não dando vazão para conversa.
- Alguém viu a novela? – Aline perguntou.
- Eu vi, amiga – Geruza respondeu.
- Ai que arraso – ela virou para começarem a conversar.
Era muito irritante ficar ouvindo a Aline falar daquela novela a todo momento. Eu estava cogitando a possibilidade de pedir ao Breno que me trocasse de lugar só para não ouvir aquele papo chato.
Dava graças a Deus quando o horário de ir embora aparecia. Era o melhor momento do dia. Não que eu não gostasse da minha equipe, muito pelo contrário, o problema era a infantilidade de algumas pessoas e a curiosidade de outras. Aquilo me deixava enlouquecido.
- Quanta felicidade – ele notou.
- Pois é! – abri um sorriso.
- Que se passa? – indagou Rogério.
- Ah... Nada em especial.
- Mentira sua. Me conta aí o que houve?
- Nada, pô. Não posso acordar feliz?
- Acordar feliz? Você nem dormiu ainda!
Ele sabia mais da minha vida do que deveria saber.
- Não é nada demais. E se fosse também eu não ia contar, você está muito curioso – ri.
- Que horror. Só quero saber um pouco mais sobre você!
- Brincadeira, cara.
- Sei. O que vai fazer no final de semana?
- Vou trabalhar, trabalhar e trabalhar e você?
- Nada. Meu pai tá viajando de novo e a minha mãe vai trabalhar. Vou acabar ficando sozinho.
- Vai para casa de algum amigo, meu.
- Acho que não vou ter muita escolha. Vou dormir na casa do meu primo.
- Isso aí. Aproveita um pouco a vida...
- Acho que vou dar uma passadinha na praia.
- Na boa? Você tá precisando.
O Rogério era muito branco. Parecia até albino.
- Não gosto de pegar muito sol – ele se justificou.
- Mas precisa. Você é quase transparente...
- Não exagera, vai...
- É sério.
- Você que é preto demais.
- Sou nada. Sou normal!
- Negão – ele riu.
- Albino – retribuí a risada.
Meu colega e eu nos despedimos e eu me dirigi até a república. O sol não estava tão forte como de costume e aquilo me deixou grilado. Será que ia chover?
- Pois é! – abri um sorriso.
- Que se passa? – indagou Rogério.
- Ah... Nada em especial.
- Mentira sua. Me conta aí o que houve?
- Nada, pô. Não posso acordar feliz?
- Acordar feliz? Você nem dormiu ainda!
Ele sabia mais da minha vida do que deveria saber.
- Não é nada demais. E se fosse também eu não ia contar, você está muito curioso – ri.
- Que horror. Só quero saber um pouco mais sobre você!
- Brincadeira, cara.
- Sei. O que vai fazer no final de semana?
- Vou trabalhar, trabalhar e trabalhar e você?
- Nada. Meu pai tá viajando de novo e a minha mãe vai trabalhar. Vou acabar ficando sozinho.
- Vai para casa de algum amigo, meu.
- Acho que não vou ter muita escolha. Vou dormir na casa do meu primo.
- Isso aí. Aproveita um pouco a vida...
- Acho que vou dar uma passadinha na praia.
- Na boa? Você tá precisando.
O Rogério era muito branco. Parecia até albino.
- Não gosto de pegar muito sol – ele se justificou.
- Mas precisa. Você é quase transparente...
- Não exagera, vai...
- É sério.
- Você que é preto demais.
- Sou nada. Sou normal!
- Negão – ele riu.
- Albino – retribuí a risada.
Meu colega e eu nos despedimos e eu me dirigi até a república. O sol não estava tão forte como de costume e aquilo me deixou grilado. Será que ia chover?
- Por que você não me ligou hoje de
manhã? – reclamei.
- Desculpa, amor. Eu não consegui acordar.
- Mas poderia ter me ligado quando você foi para o trabalho!
- Não queria atrapalhar a sua aula, anjo – Bruno se explicou.
- Fiquei triste. Queria ouvir a sua voz de manhã.
- Prometo que amanhã eu ligo.
- É brincadeira, amor – eu ri. – Não precisa acordar mais cedo por minha causa.
- É um prazer. Tudo o que diz respeito a você me deixa mais feliz. Amanhecer ouvindo a sua voz vai ser muito bom.
- Lindo – meu coração até bateu mais forte.
- Quando é sua folga?
- Domingo. De sábado para domingo. Por quê?
- Quer sair?
- Para onde?
- Não sei. Vou ver um lugar legal... Ou prefere dormir aqui em casa?
- Ah, sei lá... A gente pode ver alguma coisa legal.
- O importante é a gente ficar juntos.
- Desculpa, amor. Eu não consegui acordar.
- Mas poderia ter me ligado quando você foi para o trabalho!
- Não queria atrapalhar a sua aula, anjo – Bruno se explicou.
- Fiquei triste. Queria ouvir a sua voz de manhã.
- Prometo que amanhã eu ligo.
- É brincadeira, amor – eu ri. – Não precisa acordar mais cedo por minha causa.
- É um prazer. Tudo o que diz respeito a você me deixa mais feliz. Amanhecer ouvindo a sua voz vai ser muito bom.
- Lindo – meu coração até bateu mais forte.
- Quando é sua folga?
- Domingo. De sábado para domingo. Por quê?
- Quer sair?
- Para onde?
- Não sei. Vou ver um lugar legal... Ou prefere dormir aqui em casa?
- Ah, sei lá... A gente pode ver alguma coisa legal.
- O importante é a gente ficar juntos.
- Com certeza – concordei.
- Agora eu vou deixar você dormir e vou para a academia. Mais tarde eu te ligo.
- Não. Pode deixar que eu ligo. É a minha vez.
- Não se preocupa, seu bobo. A gente se fala mais tarde então?
- Com certeza – eu bocejei.
- Coitadinho, deve estar morrendo de sono, né?
- Muito sono.
- Vai dormir, bebê. Você merece descansar.
- Vou sim. Vou sonhar com você...
- E eu vou pensar em você durante todo o dia.
- Lindo.
- Você que é.
- Te amo.
- Não mais que eu.
Ficamos nesse impasse por um tempão e só desligamos porque ele tinha chegado na academia. Eu apaguei rapidamente e tive um sono tranquilo, repleto de sonhos onde todos os protagonistas eram uma única pessoa: o Bruno.
- Agora eu vou deixar você dormir e vou para a academia. Mais tarde eu te ligo.
- Não. Pode deixar que eu ligo. É a minha vez.
- Não se preocupa, seu bobo. A gente se fala mais tarde então?
- Com certeza – eu bocejei.
- Coitadinho, deve estar morrendo de sono, né?
- Muito sono.
- Vai dormir, bebê. Você merece descansar.
- Vou sim. Vou sonhar com você...
- E eu vou pensar em você durante todo o dia.
- Lindo.
- Você que é.
- Te amo.
- Não mais que eu.
Ficamos nesse impasse por um tempão e só desligamos porque ele tinha chegado na academia. Eu apaguei rapidamente e tive um sono tranquilo, repleto de sonhos onde todos os protagonistas eram uma única pessoa: o Bruno.
- Me conta tudo – o Rodrigo pediu.
- Tem certeza?
- Anda me conta, tô curioso.
Eu comecei a contar tudo nos mínimos detalhes.
- Tá bom, tá bom, tá bom... Eu já entendi. Pode pular os detalhes sórdidos...
Caí na gargalhada. Quem mandou ele ser curioso?
- Fico muito feliz que vocês tenham se acertado, mas fica de olhos bem abertos. Quem trai uma vez, trai duas, três...
- E você vem me falar isso agora, Rodrigo? Quer me fazer voltar atrás na minha decisão?
- Essa não é a minha intenção – ele me garantiu. – Só estou querendo abrir os seus olhos.
- Eles estão bem abertos. Já deixei o Bruno ciente que no mínimo deslize ele me perde para sempre.
- Isso aí.
Nos trocamos rapidamente e descemos. A cada dia que passava a academia ficava mais lotada.
- Alonguem – ele mandou totalmente autoritário. – Hoje o treino vai ser pesado.
- Deus nos ajude – eu choraminguei.
- Nâo tem agachamento não, né? – Rodrigo perguntou.
- Claro que tem. Só que um pouco mais pesado.
A única coisa que o Felipe fez foi juntar o treino que a gente tinha com o antigo que não fazíamos mais.
Com aquela “pequena” modificação, acabei ficando mais tempo na academia e mais uma vez, cheguei atrasado na empresa.
- Eu disse que da próxima vez que você atrasasse, ia levar advertência – o Breno estava estressado.
Eu não respondi nada. O errado na história era eu!
- Mas eu vou relevar. É a última vez que eu passo a mão na sua cabeça, entendeu?
- Nossa, super, porque você tá tão bravo comigo ultimamente?
- Não é questão de estar bravo, Caio. Eu só estou sendo justo. Não posso tolerar atrasos todos os dias!
- Beleza. Eu te entendo e te respeito. Prometo que amanhã eu saio mais cedo da acedemia. Promessa de escoteiro!
- Assim espero. Agora vai logar e atender seus clientes.
- Pode deixar, Breno. Obrigado pela sua compreensão.
- É a última vez – ele parecia definitivo.
Ao invés de ficar bravo eu fiquei foi chateado comigo mesmo. Eu já havia prometido que não ia mais atrasar e acabei dando aquela mancada... Eu tinha que me programar com mais antecedência.
Pensando nisso, resolvi que no dia seguinte eu iria mais cedo para a academia. Pelo tanto que o Rodrigo tinha reclamado, eu tinha uma ligeira sensação que ele ia abandonar a academia e se aquilo realmente fosse acontecer, eu poderia ir um pouco mais cedo e consecultivamente não iria me atrasar.
- Tem certeza?
- Anda me conta, tô curioso.
Eu comecei a contar tudo nos mínimos detalhes.
- Tá bom, tá bom, tá bom... Eu já entendi. Pode pular os detalhes sórdidos...
Caí na gargalhada. Quem mandou ele ser curioso?
- Fico muito feliz que vocês tenham se acertado, mas fica de olhos bem abertos. Quem trai uma vez, trai duas, três...
- E você vem me falar isso agora, Rodrigo? Quer me fazer voltar atrás na minha decisão?
- Essa não é a minha intenção – ele me garantiu. – Só estou querendo abrir os seus olhos.
- Eles estão bem abertos. Já deixei o Bruno ciente que no mínimo deslize ele me perde para sempre.
- Isso aí.
Nos trocamos rapidamente e descemos. A cada dia que passava a academia ficava mais lotada.
- Alonguem – ele mandou totalmente autoritário. – Hoje o treino vai ser pesado.
- Deus nos ajude – eu choraminguei.
- Nâo tem agachamento não, né? – Rodrigo perguntou.
- Claro que tem. Só que um pouco mais pesado.
A única coisa que o Felipe fez foi juntar o treino que a gente tinha com o antigo que não fazíamos mais.
Com aquela “pequena” modificação, acabei ficando mais tempo na academia e mais uma vez, cheguei atrasado na empresa.
- Eu disse que da próxima vez que você atrasasse, ia levar advertência – o Breno estava estressado.
Eu não respondi nada. O errado na história era eu!
- Mas eu vou relevar. É a última vez que eu passo a mão na sua cabeça, entendeu?
- Nossa, super, porque você tá tão bravo comigo ultimamente?
- Não é questão de estar bravo, Caio. Eu só estou sendo justo. Não posso tolerar atrasos todos os dias!
- Beleza. Eu te entendo e te respeito. Prometo que amanhã eu saio mais cedo da acedemia. Promessa de escoteiro!
- Assim espero. Agora vai logar e atender seus clientes.
- Pode deixar, Breno. Obrigado pela sua compreensão.
- É a última vez – ele parecia definitivo.
Ao invés de ficar bravo eu fiquei foi chateado comigo mesmo. Eu já havia prometido que não ia mais atrasar e acabei dando aquela mancada... Eu tinha que me programar com mais antecedência.
Pensando nisso, resolvi que no dia seguinte eu iria mais cedo para a academia. Pelo tanto que o Rodrigo tinha reclamado, eu tinha uma ligeira sensação que ele ia abandonar a academia e se aquilo realmente fosse acontecer, eu poderia ir um pouco mais cedo e consecultivamente não iria me atrasar.
- Oi – eu atendi, todo feliz da vida. – Você me ligou!
- Eu disse que ia te ligar, não disse? – a voz do Bruno estava muito sonolenta.
- Coitado, tá com sono, né?
- Um pouquinho.
- Vai dormir, bebê!
- Não, amor. Eu preciso levantar para ir ao trabalho.
- É um pouco cedo, não?
- Sim. Ainda temos um tempinho para conversar.
- Que bom. Desculpa não ter te ligado ontem à noite. O Felipe mudou meu treino na academia e eu acabei me atrasando para chegar na empresa.
- Tudo bem. Não precisa se preocupar, amor. Eu entendo.
- Quem é seu professor na academia?
- É uma mulher, amor. Ela se chama Luci.
- Ah, que bom que é uma mulher – eu confesso que fiquei feliz. – Assim eu não tenho que me preocupar.
- Queria poder dizer o mesmo. Quem é esse tal de Felipe?
- Posso ser bem sincero com você?
- Pode.
- Não vai ficar com ciúmes?
- Depende.
- Ah, vou falar... O Felipe é “tudodebom.com.br”. Pensa num gato!
- Caio Monteiro – ele falou entre os dentes. – Quer morrer agora ou amanhã de manhã?
- Mas, Bruno, é verdade! Ele é um gostoso!
- CAIO! – ele ficou revoltado. – Eu sou ciumento se você não sabe!
- Desculpa, amor. Só estou falando a verdade, mas é de você que eu gosto. Sem brincadeira. É só um comentário...
- Acho bom. Vou fazer academia com você.
- Vai, é? E como fica a escola, mocinho?
- Foda-se a escola. Eu preciso cuidar do que é meu!
- Engraçadinho. Se eu soubesse que você ia ficar desse jeito não teria nem comentado.
- Foi bom você comentar. Hoje à noite eu vou te esperar na catraca da academia e aí você me mostra quem é esse tal de Felipe.
- Mostro nada, tenho certeza que você vai ficar louco por ele.
- Eu só tenho olhos pro meu namorado.
- Assim espero.
Aquela briguinha boba durou até a hora que eu cheguei na escola, mas não foi nada sério. Era só brincadeira de nossa parte.
- Te amo, amor – ele falou.
- Te amo também. Fica com Deus e até mais tarde.
- Amém, você também. Boa aula.
- Bom trabalho.
- Beijo.
- Outro.
Quando eu coloquei o celular no bolso e me virei para entrar na escola, levei o maior susto:
- Amor? Quem é seu amor? – Rogério estava parado atrás de mim.
- Que susto, moleque! Quer me matar do coração?
- Tá namorando, Caio? – ele sorriu.
- Estou – não tive como não falar a verdade. – Satisfeito?
- E quem é a coitada?
- Ela não é coitada – eu fiquei bravo. – Você não conhece.
- Eu quero conhecer a sua mina...
- Vai ficar querendo...
- O que custa? Tem medo dela ficar apaixonada por mim, né? É eu sei que sou gostoso...
- Tá se achando demais não tá não? – falei.
- Ah, se eu não gostar de mim, quem vai gostar?
Ele tinha razão.
- Beleza, beleza. Vamos entrar que a gente ganha mais.
Mas ele ficou me atrapalhando durante toda a manhã querendo saber quem era “a minha namorada”. Se ele soubesse que se tratava de “meu namorado”...
- Que porra, Rogério! Já falei que você não a conhece!
- Só quero saber o nome da menina, Caio... Que estresse!
- Bruna. Bruna. Satisfeito?
- Hum, bacana. É do trabalho?
- É. Quer o número do RG e o tipo sanguíneo?
- Ela é bonita?
- Linda. Muito linda.
- Ah... Já transaram?
- Aí você tá querendo saber demais. Não vou responder mais nenhuma pergunta sobre esse assunto. A vida é minha e não sua.
- Pô, não fica grilado. Só foi uma pergunta!
- Já chega desse assunto.
- Beleza. Vou respeitar seu limite.
- Acho bom. Meu limite começa onde termina o seu.
- Só queria saber um pouco mais. Pensei que eu fosse seu amigo.
- E você é, mas isso não significa que eu tenha que te contar tudo o que está acontecendo na minha vida.
- Desculpa. Não pergunto mais nada também.
Ele ficou chateado e eu percebi porque na hora de ir embora ele não me esperou. Será que eu tinha sido duro demais com o Rogério?
-
Amor, já decidiu se quer sair no sábado ou se quer ficar aqui em casa? – ele
perguntou.- Eu disse que ia te ligar, não disse? – a voz do Bruno estava muito sonolenta.
- Coitado, tá com sono, né?
- Um pouquinho.
- Vai dormir, bebê!
- Não, amor. Eu preciso levantar para ir ao trabalho.
- É um pouco cedo, não?
- Sim. Ainda temos um tempinho para conversar.
- Que bom. Desculpa não ter te ligado ontem à noite. O Felipe mudou meu treino na academia e eu acabei me atrasando para chegar na empresa.
- Tudo bem. Não precisa se preocupar, amor. Eu entendo.
- Quem é seu professor na academia?
- É uma mulher, amor. Ela se chama Luci.
- Ah, que bom que é uma mulher – eu confesso que fiquei feliz. – Assim eu não tenho que me preocupar.
- Queria poder dizer o mesmo. Quem é esse tal de Felipe?
- Posso ser bem sincero com você?
- Pode.
- Não vai ficar com ciúmes?
- Depende.
- Ah, vou falar... O Felipe é “tudodebom.com.br”. Pensa num gato!
- Caio Monteiro – ele falou entre os dentes. – Quer morrer agora ou amanhã de manhã?
- Mas, Bruno, é verdade! Ele é um gostoso!
- CAIO! – ele ficou revoltado. – Eu sou ciumento se você não sabe!
- Desculpa, amor. Só estou falando a verdade, mas é de você que eu gosto. Sem brincadeira. É só um comentário...
- Acho bom. Vou fazer academia com você.
- Vai, é? E como fica a escola, mocinho?
- Foda-se a escola. Eu preciso cuidar do que é meu!
- Engraçadinho. Se eu soubesse que você ia ficar desse jeito não teria nem comentado.
- Foi bom você comentar. Hoje à noite eu vou te esperar na catraca da academia e aí você me mostra quem é esse tal de Felipe.
- Mostro nada, tenho certeza que você vai ficar louco por ele.
- Eu só tenho olhos pro meu namorado.
- Assim espero.
Aquela briguinha boba durou até a hora que eu cheguei na escola, mas não foi nada sério. Era só brincadeira de nossa parte.
- Te amo, amor – ele falou.
- Te amo também. Fica com Deus e até mais tarde.
- Amém, você também. Boa aula.
- Bom trabalho.
- Beijo.
- Outro.
Quando eu coloquei o celular no bolso e me virei para entrar na escola, levei o maior susto:
- Amor? Quem é seu amor? – Rogério estava parado atrás de mim.
- Que susto, moleque! Quer me matar do coração?
- Tá namorando, Caio? – ele sorriu.
- Estou – não tive como não falar a verdade. – Satisfeito?
- E quem é a coitada?
- Ela não é coitada – eu fiquei bravo. – Você não conhece.
- Eu quero conhecer a sua mina...
- Vai ficar querendo...
- O que custa? Tem medo dela ficar apaixonada por mim, né? É eu sei que sou gostoso...
- Tá se achando demais não tá não? – falei.
- Ah, se eu não gostar de mim, quem vai gostar?
Ele tinha razão.
- Beleza, beleza. Vamos entrar que a gente ganha mais.
Mas ele ficou me atrapalhando durante toda a manhã querendo saber quem era “a minha namorada”. Se ele soubesse que se tratava de “meu namorado”...
- Que porra, Rogério! Já falei que você não a conhece!
- Só quero saber o nome da menina, Caio... Que estresse!
- Bruna. Bruna. Satisfeito?
- Hum, bacana. É do trabalho?
- É. Quer o número do RG e o tipo sanguíneo?
- Ela é bonita?
- Linda. Muito linda.
- Ah... Já transaram?
- Aí você tá querendo saber demais. Não vou responder mais nenhuma pergunta sobre esse assunto. A vida é minha e não sua.
- Pô, não fica grilado. Só foi uma pergunta!
- Já chega desse assunto.
- Beleza. Vou respeitar seu limite.
- Acho bom. Meu limite começa onde termina o seu.
- Só queria saber um pouco mais. Pensei que eu fosse seu amigo.
- E você é, mas isso não significa que eu tenha que te contar tudo o que está acontecendo na minha vida.
- Desculpa. Não pergunto mais nada também.
Ele ficou chateado e eu percebi porque na hora de ir embora ele não me esperou. Será que eu tinha sido duro demais com o Rogério?
- Se a gente for sair, nós vamos para onde? – quis saber.
- Pode ser um baile funk?
- Deus me livre e guarde três mil vezes – eu até me benzi.
- Nâo gosta? – ele riu.
- Sinceramente? Eu ODEIO!
- Ah, bom saber. Eu gosto um pouco. Acho que é porque eu estou acostumado e você não.
- Lá em São Paulo quase não toca esse negócio. Ainda bem.
- Olha o preconceito e o pré-conceito.
- Desculpa, mas esse som não desce na minha garganta.
- Beleza. Eu respeito a sua opinião. O que você gosta de ouvir então?
- Sou bem eclético, só o que eu odeio é funk mesmo.
- Hum... Nesse caso acho melhor nós ficarmos aqui mesmo. A gente pode assistir um filme, comer pipoca, brigadeiro...
- Arrasou. Sou fissurado em brigadeiro.
- Então pode ser?
- Claro que pode! Se quiser eu até posso fazer meu bolo de prestígio.
- Aquele que você trouxe daquela vez?
- Ele mesmo.
- Ai eu quero – ele foi um pouco afeminado nessa frase. Fiquei bravo.
- Então eu faço.
- Vamos acabar engordando desse jeito.
- Não posso exagerar. O Felipe me mata.
- A propósito, eu estou indo aí te esperar, viu?
- Pensei que era brincadeira...
- É mais que sério. Agora eu vou entrar que o intervalo acabou...
- Então eu te aguardo aqui...
- Sim, sim. Estarei na recepção.
- Ciumento!
- Não sabe o quanto!
O Rodrigo tinha mesmo desistido, pelo menos naquele dia. Era compreensível porque as provas da faculdade estavam se aproximando e ele estava atolado de trabalhos para entregar. Talvez fosse melhor ele dar uma pausa na malhação enquanto estivesse atribulado de tarefas.
- Cadê o Rodrigo? – Felipe apertou a minha mão.
- Então... Ele vai precisar dar um brake.
- Não aguentou a pressão? – ele deu um sorriso lindo.
- Também, mas não é só isso. As provas da faculdade estão se aproximando e ele tá cheio de trabalhos. Vai precisar focar nos estudos um pouco.
- Entendi. Então você vai fazer sozinho?
Existiam muitas pessoas da empresa na academia naquele horário, mas eu não era amigo de ninguém.
- Acho que sim, né...
- Não pode dar pra trás, hein?
- Não eu não vou parar – garanti. – Não agora que meu corpo tá começando a ficar diferente.
- Isso aí, mas eu te antecipo que a tendência é só piorar.
- Desde que você não me mate, tá bom.
- Garanto que não – ele sorriu de novo. – Vai alongar e me procura depois.
- Pode deixar.
Foi um sacrifício unificar os dois treinos. Era complicado demais e eu não estava acostumado a malhar tanto. Cheguei a pensar que o personal estava exagerando.
- Meis hora de bicicleta e está dispensado – ele anotou alguma coisa na minha ficha.
- Pode ser 15 minutos? Tô morto.
- Meia hora – ele repetiu com a fisionomia séria.
- Você é muito mau...
- Já me falaram isso antes – ele riu e saiu andando.
Eu fui até as bicicletas, respirei fundo e comecei a pedalar. Se eu queria um corpo como o dele, tinha que obedecê-lo e não podia burlar meu treino.
- Você é muito mau...
- Já me falaram isso antes – ele riu e saiu andando.
Eu fui até as bicicletas, respirei fundo e comecei a pedalar. Se eu queria um corpo como o dele, tinha que obedecê-lo e não podia burlar meu treino.
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